Nos últimos meses, professores da Unesc protagonizaram missões internacionais que estabelecem conexões, estruturam projetos e ampliam o alcance das pesquisas desenvolvidas no Programa de Pós-Gradua...
Publicado por: Marciano Bortolin
em 10 de abril de 2026
Tempo de leitura: 4 minutos.
Nos últimos meses, professores da Unesc protagonizaram missões internacionais que estabelecem conexões, estruturam projetos e ampliam o alcance das pesquisas desenvolvidas no Programa de Pós-Graduação em Ciências da Saúde (PPGCS).
As experiências, conduzidas na França, China e Escócia, combinam ciência aplicada, inovação tecnológica e formação avançada. A coordenadora do Escritório de Relações Internacionais da Unesc, Dayane Cortez, observa que o movimento é resultado de uma política estruturada. “Essas experiências qualificam o processo formativo e ampliam o alcance das pesquisas desenvolvidas na Universidade. A internacionalização sustenta um modelo educacional com múltiplas realidades científicas e culturais”, afirma.
Na França, o professor Ricardo Andrez estabeleceu contato com instituições de pesquisa básica e de inovação tecnológica localizadas na cidade de Montpellier, reconhecida pelo perfil universitário e tradição na área da saúde. A visita consolidou a parceria com um grupo vinculado ao Centro Nacional de Pesquisa Científica (CNRS), na área de química e ciências farmacêuticas.
“Como resultado imediato, definimos a submissão de um artigo científico em conjunto para o mês de abril. Além disso, discutimos um novo projeto com foco no desenvolvimento de nanopartículas para sistemas de drug delivery direcionados a células tumorais e outras patologias. Ficou acordado que o laboratório francês atuará na construção dessas moléculas, enquanto o nosso grupo no Brasil será responsável pela validação por meio de testes biológicos”, afirma.
A agenda incluiu, ainda, a aproximação com um laboratório de inovação voltado à epigenética e a diagnósticos por RNA, abrindo novas frentes de investigação clínica, especialmente nas áreas de psiquiatria, autismo e condições neurológicas.
Na Ásia, o professor Paulo Silveira percorreu instituições na China com foco na ampliação da infraestrutura disponível às pesquisas desenvolvidas na Unesc. Em Ningbo, o contato com laboratórios de alta complexidade permitiu mapear tecnologias avançadas aplicadas ao reparo tecidual, incluindo técnicas de caracterização de nanomateriais, imuno-histoquímica e imunofluorescência.
“A infraestrutura local é de excelência, o que abre portas para que, no próximo ano, meus alunos possam realizar experimentos no local ou para que eu retorne como professor visitante para conduzir novos estudos”, cita.
Já em Hong Kong, a ampliação da rede de contatos reforçou o diálogo com pesquisadores que atuam na interface entre saúde e inovação, o que sustenta novas possibilidades de cooperação tecnológica.

A inserção internacional também foi evidenciada pela participação da professora Tamy Colonetti em um dos principais eventos da área de saúde da mulher. A 40ª edição do Congresso da Sociedade Internacional de Ginecologia Endócrina, realizado em Roma, na Itália, reuniu pesquisadores de mais de 100 países, consolidando-se como referência global ao integrar ciência, inovação e prática clínica.
“O evento contou com profissionais de diversas regiões do mundo e contemplou desde a fertilidade até o acompanhamento pós-menopausa, passando por alterações metabólicas ao longo da vida da mulher. É um espaço que conecta ciência e prática clínica, com palestrantes reconhecidos mundialmente, o que agrega diretamente às nossas pesquisas”, afirma.
Ainda conforme a professora, o evento também evidenciou tendências que têm relação com estudos conduzidos na Unesc. “Houve destaque para pesquisas com fitoterápicos, uma linha que já desenvolvemos. Apresentei um trabalho sobre o uso do chá verde na melhora do perfil lipídico em mulheres na menopausa, o que converge com o que vem sendo investigado no Brasil e na Universidade. É um evento importante para consolidar e expandir nossas investigações, permitindo que avancem para além do contexto nacional”, relata Tamy.
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