A internacionalização da Unesc ganhou um novo capítulo com a chegada das estudantes de Medicina Courtney Ellul e Paula Debono, do país de Malta. As acadêmicas participam de um intercâmbio científic...
Publicado por: Daniela Savi
em 16 de julho de 2026
Tempo de leitura: 5 minutos.
A internacionalização da Unesc ganhou um novo capítulo com a chegada das estudantes de Medicina Courtney Ellul e Paula Debono, do país de Malta. As acadêmicas participam de um intercâmbio científico no Laboratório de Neurologia Experimental, do Programa de Pós-Graduação em Ciências da Saúde (PPGCS) da Universidade e, nessa segunda-feira (13/7), foram recepcionadas oficialmente pela Universidade.
A experiência é viabilizada pela Federação Internacional das Associações de Estudantes de Medicina (IFMSA), organização presente em 153 países que promove a mobilidade acadêmica e científica entre estudantes de Medicina de todo o mundo.
Durante um mês, Courtney e Paula participam de projeto de pesquisa que visa investigar questões relacionadas ao comprometimento motor em modelo animal de autismo, estudo desenvolvido no Laboratório de Pesquisa em Neurodesenvolvimento (LAND). A pesquisa integra as atividades do PPGCS e proporciona aos estudantes uma imersão em metodologias científicas, técnicas laboratoriais e na rotina da pesquisa biomédica realizada na Universidade.
A pró-reitora de Pesquisa, Pós-Graduação, Inovação e Extensão, Vanessa Moraes de Andrade, ressalta que iniciativas como essa consolidam a atuação internacional da Universidade. “A internacionalização é uma via de mão dupla. Ao mesmo tempo em que proporcionamos aos nossos estudantes experiências no exterior, também abrimos as portas da Unesc para receber acadêmicos de diferentes países. Essa troca de conhecimentos, culturas e vivências amplia horizontes, fortalece a pesquisa e enriquece a formação de todos os envolvidos”, ressaltou Vanessa.
A assessora do Escritório de Relações Internacionais da Unesc e orientadora dessa pesquisa, Cinara Ludvig Gonçalves, destacou que a presença das estudantes fortalece o compromisso institucional com a internacionalização e beneficia toda a comunidade acadêmica.
“Essa é uma grande oportunidade de internacionalização. E não apenas para os estudantes de Medicina, mas para todos os acadêmicos que participam dos grupos de pesquisa. Essa convivência proporciona uma rica troca cultural, especialmente com estudantes de países tão distantes, algo que dificilmente eles vivenciaram em outras circunstâncias. É uma experiência que amplia horizontes, fortalece a formação acadêmica e enriquece o currículo de todos os envolvidos”, destacou Cinara.
A experiência também mobiliza os estudantes da própria Universidade. Integrante da IFMSA Brasil, Vitória Formentin Assis estudante de Medicina da Unesc é uma das responsáveis pelo acolhimento das visitantes, e destaca que o intercâmbio contribui para uma formação profissional mais ampla.
“Mesmo a Unesc oferecendo uma formação de excelência, é fundamental que a gente busque ampliar nossos conhecimentos e vivenciar novas experiências. Isso vale tanto para a pesquisa quanto para os estágios clínicos e cirúrgicos. O intercâmbio nos proporciona contato com diferentes realidades, formas de atendimento e culturas, desenvolvendo habilidades que vão muito além da prática médica”, comentou a estudante.
Conforme ela, são experiências como essa que os tornam profissionais mais completos, com uma visão mais ampla da saúde e do mundo. “O mais interessante é que essas oportunidades existem tanto no Brasil quanto em diversos países, e devemos aproveitá-las sempre que possível”, enfatizou Vitória.
As estudantes permanecerão na Unesc por mais duas semanas, período em que darão continuidade às atividades de pesquisa e à vivência acadêmica na Instituição. Para Paula, a experiência já superou as expectativas e representa uma oportunidade de crescimento científico e pessoal.
“O Brasil já tem sido uma experiência muito divertida. As pessoas são muito acolhedoras e a cultura é incrível. Espero desenvolver minhas habilidades em pesquisa, aprender mais sobre Neurologia, entender como os laboratórios funcionam e também conhecer mais pessoas e ampliar minha bagagem cultural”, afirmou.
Courtney compartilha do mesmo entusiasmo e destaca a oportunidade de vivenciar novas metodologias de pesquisa. “Já estou adorando o Brasil e sou muito grata por estar aqui. Estou animada para aprofundar minha experiência em pesquisa e viver algo novo, especialmente pela oportunidade de trabalhar com modelos experimentais no laboratório”, sublinhou.
A estudante também conta que já participou de pesquisas em sua universidade de origem, desenvolvendo um estudo sobre formas naturais de redução do colesterol. Agora, segundo ela, a expectativa é conhecer novas metodologias científicas e ampliar sua formação por meio da experiência internacional.
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