As transformações provocadas pela tecnologia no varejo foram tema do RetailTech, realizado nesta terça-feira (22/9), no Centro de Inovação Criciúma (CRIO). A programação reuniu empresários, lideran...
Publicado por: Marciano Bortolin
em 24 de setembro de 2026
Tempo de leitura: 4 minutos.
As transformações provocadas pela tecnologia no varejo foram tema do RetailTech, realizado nesta terça-feira (22/9), no Centro de Inovação Criciúma (CRIO). A programação reuniu empresários, lideranças, especialistas, pesquisadores, profissionais e agentes do ecossistema de inovação em uma tarde de debates sobre inteligência artificial, automação, experiência do cliente e novas oportunidades para os negócios.
A programação do RetailTech teve início com a apresentação dos resultados do InovaSul Varejo, estudo desenvolvido pelo Observatório de Desenvolvimento Socioeconômico e Inovação da Unesc. Na sequência, especialistas participaram de um painel sobre inteligência artificial, automação e experiência do cliente, com discussão sobre os impactos da tecnologia no comércio e a permanência do fator humano nas relações de consumo.
“O varejo atravessa um período de mudanças marcado por novas tecnologias, inteligência artificial, automação, alterações no comportamento do consumidor e integração entre ambientes físicos e digitais. As transformações exigem novas estratégias das empresas, mas também abrem espaço para novos modelos de negócios e formas de relacionamento com clientes”, afirmou a gerente de Inovação da Unesc, Elenice Engel.
O RetailTech Showcase integrou a programação com apresentações de startups e negócios que levaram soluções tecnológicas ao Centro de Inovação. Participaram empresas incubadas no CRIO e negócios de outras cidades, incluindo a Grande Florianópolis. A atividade aproximou empreendedores, apresentou soluções e criou oportunidades de conexão.
O encerramento ocorreu com a palestra “Tudo é Vitrine: Transforme cada ponto de contato em experiência e vendas”, ministrada por Francisco Issler. Engenheiro civil, ele atua com marketing e vendas desde 2016. Cofundador do projeto Vitrine Perfeita, também trabalha como palestrante e mentor de empresários em estratégias de marketing, vendas e experiência do cliente.
Conforme o palestrante, a vitrine deixou de representar apenas a fachada de uma loja e avançou para as redes sociais, WhatsApp, inteligência artificial, rádio e ambientes físicos também funcionam como pontos de contato capazes de influenciar a percepção do consumidor. “A proposta foi levar empresários a observar os negócios a partir da perspectiva do cliente. O principal é olhar para o negócio a partir do olhar do cliente”, destacou.
A provocação foi apresentada a partir da frase “quem está dentro da garrafa não consegue ler o próprio rótulo”. “O conceito representa a dificuldade de perceber o negócio pela perspectiva de quem está fora da operação. A mudança de olhar permite identificar pontos de melhoria e oportunidades de venda”, citou.
A diferença entre marketing e publicidade também entrou na discussão. Anúncios, posts, banners, outdoors e campanhas fazem parte da publicidade, enquanto o marketing precisa estar associado aos resultados do negócio. “Se não traz resultado, não é marketing, é só mais trabalho”, alertou.
Issler apresentou ainda quatro critérios para avaliar ações de marketing: resultado, exposição, ação com intenção e lembrança. “A análise considera a capacidade de atrair e fidelizar clientes, alcançar o público adequado, estabelecer objetivos claros e permanecer na memória do consumidor no momento da decisão de compra”, pontuou.
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