A Unesc recebeu na tarde desta terça-feira (7/4), a 4ª Expedição Santa Catarina e União Europeia, iniciativa que conecta pesquisadores, empreendedores e lideranças a oportunidades internacionais de...
Publicado por: Marciano Bortolin
em 8 de abril de 2026
Tempo de leitura: 4 minutos.
A Unesc recebeu na tarde desta terça-feira (7/4), a 4ª Expedição Santa Catarina e União Europeia, iniciativa que conecta pesquisadores, empreendedores e lideranças a oportunidades internacionais de fomento, com foco na estruturação de projetos e no avanço da pesquisa aplicada.
Promovido pela Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado de Santa Catarina (Fapesc), o encontro apresentou caminhos para a inserção em programas internacionais, com destaque para o Horizonte Europa, considerado o maior programa global de financiamento à pesquisa e inovação, com previsão de investimentos que ultrapassam 95 bilhões de euros até 2027.
“A nossa Instituição não se sustenta apenas por estruturas físicas, mas pelas pessoas. Em 58 anos de história, construímos um legado baseado na capacidade humana de compreender cenários e propor soluções para desafios da sociedade. É isso que projeta o nosso futuro, Universidade cada vez mais presente na sociedade. O Sul precisa do protagonismo dos municípios, da Universidade e do setor produtivo. Quando essa tríplice atua de forma integrada, o caminho se consolida”, afirmou a reitora em exercício, Gisele Silveira Coelho Lopes.
A Expedição Santa Catarina e União Europeia integra uma agenda mais ampla de fortalecimento da ciência e da inovação no estado, ampliando a capilaridade das políticas públicas e conectando o ecossistema regional a redes internacionais.
“Santa Catarina está pronta para ampliar as conexões com a Europa. Há um grande interesse do ecossistema catarinense em cooperar com a União Europeia e, acima de tudo, sabemos da capacidade e a excelência de nossos empreendedores e pesquisadores do Sul catarinense. Na Unesc houve a maior mobilização dentre as edições realizadas até aqui, com mais de 230 inscrições, mostrando que aqui há um grande interesse em ampliar horizontes e conexões”, citou o presidente da Fapesc, Fábio Wagner Pinto.
A programação apresentou editais e instrumentos de apoio à internacionalização da pesquisa, com investimento estadual de R$ 10,5 milhões voltado à participação de empresas e instituições científicas em redes europeias. As chamadas contemplam áreas como saúde, clima, energia, mobilidade, indústria, bioeconomia e agricultura, conectando demandas locais a desafios globais.
“Vivemos um momento que talvez só tenha sido experimentado décadas atrás, quando discutíamos a nossa primeira matriz econômica, baseada na extração do carvão. Hoje, enfrentamos um cenário diferente, com uma possibilidade real: a presença de terras raras na região, que pode inaugurar uma nova matriz econômica, ainda difícil de dimensionar”, citou o prefeito de Criciúma, Vagner Espíndola.
Em Criciúma, o encontro evidenciou um movimento que projeta a pesquisa como eixo estruturante de uma nova dinâmica econômica, ancorada no conhecimento, na cooperação e na capacidade de resposta a desafios contemporâneos.
“A Expedição da União Europeia busca fomentar novas parcerias e contribuições para colaboração científica em pesquisa. Criciúma foi uma surpresa positiva, pois tivemos uma grande adesão de participantes, o que demonstra um grande diferencial da região”, falou o oficial de CTI da União Europeia, Dhallys Mota.
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