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Colação de grau da Unesc transforma emoção em ponto de partida para novas trajetórias profissionais

Uma fila de formandos tomou conta do hall do Auditório Ruy Hülse na noite de quinta-feira (21/5). Vestidos com beca e segurando o capelo firmemente com a mão esquerda, cada um atravessava o corredo...

Marciano Bortolin

Publicado por: Marciano Bortolin

em 22 de maio de 2026

Tempo de leitura: 4 minutos.

Colação de grau da Unesc transforma emoção em ponto de partida para novas trajetórias profissionais

Uma fila de formandos tomou conta do hall do Auditório Ruy Hülse na noite de quinta-feira (21/5). Vestidos com beca e segurando o capelo firmemente com a mão esquerda, cada um atravessava o corredor sob aplausos e palavras de incentivo, carregando a própria trajetória. Entre eles, eu aguardava o momento de subir ao palco. Para muitos, o jornalista Marciano Bortolin. A partir daquela noite, contudo, publicitário formado pela Unesc.

Enquanto esperava a chamada para entrar no auditório, percebia que o nervosismo se repetia em quase todos os rostos ao redor. Havia quem ajustasse a beca pela terceira ou quarta vez, alguns que tiravam dúvidas sobre o protocolo e quem apenas permanecesse em silêncio, talvez na busca por compreender a dimensão daquele instante. A cerimônia reuniu formandos de diferentes cursos da Unesc que, assim como eu, concluíram uma trajetória acadêmica enquanto uma nova caminhada começava.

A noite marcou a colação de grau de estudantes de Administração, Ciências Contábeis, Jornalismo, Pedagogia, Publicidade e Propaganda, Serviço Social e cursos superiores de tecnologia em áreas como Gastronomia, Marketing, Comunicação Digital, Gestão Financeira e Análise e Desenvolvimento de Sistemas.

Em momentos como estes, é difícil perceber tudo que nos cerca. Mas algumas coisas não passam imperceptíveis: o orgulho estampado no rosto de pais, cartazes e gritos de incentivo, gestantes orgulhosas recebendo o diploma, formandos alternando lágrimas e sorrisos.

As palavras da diretora de Ensino à Distância da Unesc, Almerinda Bianca Tereza Bez Batti Dias, responsável por colar o grau dos cerca de 70 formandos, foram ao encontro das cenas e sentimentos espalhados por todo aquele espaço. Ela lembrou que a jornada acadêmica vai além da aquisição de conteúdos teóricos e representa, acima de tudo, um processo de transformação pessoal. 

A fala também enfatizou uma ideia que fez muito sentido naquele instante: a formação não encerra na colação de grau, pois as exigências enfrentadas ao longo da graduação como planejamento, disciplina, persistência e organização se transformam em hábitos permanentes. Talvez seja justamente essa a maior herança que a Universidade deixa. Não apenas um diploma ou um capelo sobre a cabeça, mas uma forma diferente de olhar o mundo.

Como jornalista acostumado a cobrir colações de grau da Unesc, sempre tento me aproximar o máximo possível das cerimônias e não permanecer na distância técnica da reportagem. Identificar falas relevantes, perceber movimentos, captar emoções e transformar tudo em narrativa. Mas, na noite dessa quinta-feira (21/5), o exercício foi outro. Eu vivi a notícia antes de escrevê-la. E isso muda tudo.

Mesmo acostumado a narrar histórias de outras pessoas, não consegui traduzir exatamente o que senti quando o mestre de cerimônias, Laênio Ghisi pronunciou meu nome para receber o diploma de Publicidade e Propaganda. 

As palavras finais da diretora reforçaram valores como ética, empatia e solidariedade. Não como conceitos abstratos, mas como princípios necessários para qualquer atuação profissional. Ao mencionar que a educação só produz transformação social quando compartilhada, a mensagem ganhou ainda mais dimensão dentro de uma universidade comunitária como a Unesc.

Entramos no Auditório Ruy Hülse com o capelo em mãos. Saímos com ele sobre a cabeça, com o diploma e novas responsabilidades assumidas no juramento. Do lado de fora, abraços, lágrimas, fotografias e parabéns vindos de pais, amigos e familiares transformaram o momento em uma espécie de continuação da cerimônia. Sinais de que concluir a graduação não representa um ponto final. É apenas o instante em que uma nova narrativa começa a ser escrita. 

 

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