Em uma iniciativa que une cuidado, escuta e conhecimento científico, a Unesc realizou o encontro Pais também sentem: estratégias para lidar com a ansiedade voltado especialmente a pais e responsáve...
Publicado por: Daniela Savi
em 23 de abril de 2026
Tempo de leitura: 3 minutos.
Em uma iniciativa que une cuidado, escuta e conhecimento científico, a Unesc realizou o encontro Pais também sentem: estratégias para lidar com a ansiedade voltado especialmente a pais e responsáveis de crianças diagnosticadas com Transtorno do Espectro Autista (TEA). A ação foi promovida de forma conjunta pelo Departamento de Desenvolvimento Humano (DDH), pelo Programa Acolher e pelo curso de Psicologia da Instituição.
O objetivo da atividade foi abrir um espaço de diálogo e acolhimento para quem vivencia, diariamente, os desafios e as emoções que envolvem o cuidado de uma criança no espectro autista. Entre relatos, reflexões e orientações, o encontro destacou a importância de olhar também para a saúde emocional de pais e cuidadores, muitas vezes sobrecarregados e sem espaços adequados para expressar seus sentimentos. “Cuidar de quem cuida é um ato essencial. Os pais atípicos carregam uma jornada intensa e precisam de um espaço onde possam ser ouvidos sem julgamentos”, destacaram as psicólogas.
O encontro foi conduzido pelos estagiários do curso de Psicologia, sob supervisão direta das psicólogas do Programa Acolher. As profissionais destacam que o cuidado com os pais atípicos é tão necessário quanto o suporte às próprias crianças com diagnóstico, e que a escuta qualificada pode ser transformadora para essas famílias.
Como desdobramento da palestra, os participantes foram convidados a integrar o grupo reflexivo Um Abraço àquele que cuida, iniciativa do Programa Acolher voltada a pais e responsáveis de pessoas com TEA.
O grupo é um espaço acolhedor de escuta, troca e reflexão, onde a proposta é promover o fortalecimento emocional por meio da partilha de experiências e do apoio mútuo entre famílias que vivenciam realidades semelhantes. “Em um ambiente seguro, respeitoso e livre de julgamentos, os pais e cuidadores encontram suporte para atravessar uma jornada que, embora desafiadora, não precisa ser solitária”, comentaram as profissionais.
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