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Unesc Challenge reúne acadêmicos da área de Ciências Sociais Aplicadas na segunda etapa de 2026

Quem pensa que o Unesc Challenge trabalha apenas com hipóteses está enganado. E a segunda etapa da edição de 2026 comprovou que as soluções são imediatas para problemas já existentes na sociedade. ...

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Publicado por: AgeCom Unesc

em 20 de setembro de 2026

Tempo de leitura: 8 minutos.

Unesc Challenge reúne acadêmicos da área de Ciências Sociais Aplicadas na segunda etapa de 2026

Quem pensa que o Unesc Challenge trabalha apenas com hipóteses está enganado. E a segunda etapa da edição de 2026 comprovou que as soluções são imediatas para problemas já existentes na sociedade. O evento aconteceu neste sábado (19/9), no Auditório Ruy Hülse, com estudantes dos cursos da área de Ciências Sociais Aplicadas (CSA). Foram três equipes tratando de empreendedorismo, inovação, pensamento crítico, cotidiano e na disputa da premiação.

A equipe vencedora foi a Tubarões, com Tigres em segundo e Dragões na terceira colocação. Todos os times participantes levam nomes de animais, conforme o regulamento.

 Os acadêmicos do time que terminou em primeiro lugar desenvolveram o aplicativo MedHora, que auxilia as pessoas no momento de tomarem medicamentos, durante os dias. Isso porque um dos principais problemas de quem precisa usar medicações é o esquecimento de ingeri-los, em meio ao cotidiano acelerado.

“O Unesc Challenge é uma experiência formativa transformadora. Nosso compromisso é colocar os nossos estudantes no centro da experiência. O mundo do trabalho requer profissionais capazes de resolver problemas complexos para os desafios societais. Portanto, a capacidade analítica é muito importante para os tempos atuais e futuros. Por essa razão, uma universidade comunitária como a Unesc é um lugar de potência porque é comprometida em preparar talentos de alto nível para o mundo do trabalho. Nosso objetivo é preparar os nossos para o mundo”, destacou Gisele Silveira Coelho Lopes.

 O Unesc Challenge proporciona aos estudantes uma experiência de imersão no desenvolvimento de soluções inovadoras, em uma dinâmica de “coopetição”, que combina competição e colaboração. Para Gisele, a interação entre estudantes de diferentes cursos de graduação possibilita a criação de contatos que servirão para a vida profissional de todos eles.

“O mais rico de tudo isso ainda é o desenvolvimento de network entre os colegas de outros cursos, porque sabemos que esse tipo de relação que é criada dentro da Universidade, é muito forte para a vida profissional dos nossos acadêmicos”, diz.

 Conforme a reitora, é muito importante que todos entendam como está o cotidiano atual e o que diferencia os profissionais nestes novos tempos. “Nada cai do céu. Eu sempre digo que precisamos entender o que é viver uma experiência de forma ativa. E entender o que está acontecendo no mundo. A formação é o primeiro passo. O que vai nos diferenciar, neste novo tempo, será a capacidade de enxergar o contexto e aproveitar as oportunidades, além de me manter diante dos desafios que estão à minha frente”, afirma.

 Ideias que transformam a vida da sociedade

Para o estudante Felipe Maximiano, representante da equipe Tubarões e que realizou o “pitch” de apresentação da ideia aos avaliadores, a experiência do Unesc Challenge é indescritível. “Estou sem palavras para descrever a experiência do Unesc Challenge. No meu primeiro desafio, já ficamos em primeiro lugar. Acabamos vencendo, mas, se ficasse em segundo, ou terceiro, ou qualquer lugar, já valeria porque a experiência é incrível”, comenta.

 Agora, Maximiano já se prepara para a final e garante que estará na disputa de 2027. “Valeu completamente a pena vir de São Ludgero em um sábado para competir. Tive uma equipe muito boa e conheci muitas pessoas legais. Eu recomendo essa experiência para todo mundo. Com certeza, eu vou estar na final, e, ano que vem, eu volto. Quem não veio esse ano, tem que vir no próximo porque é uma experiência maravilhosa”, finaliza.

Na etapa deste sábado, dia 19, a equipe Tubarões teve como mentores os professores Ney Villan e Adriano Barp. Eles participaram do evento pela primeira vez e já conquistaram o título. “Foi muito interessante participar com a equipe, todos foram colaborativos com ideias e geraram inovação.”, diz Villan.

Além de Felipe Maximiano, a equipe foi composta por Josiele Borba; Frankchesca Lara; Zinaida Mário Deuna e Suzana Araújo. “Quero agradecer à essa equipe maravilhosa que, desde o primeiro momento, entendeu o objetivo. Estamos muito felizes e realizados com essa excelente oportunidade que nos foi dada”, cita Barp.

Além do MedHora, desenvolvido pela equipe Tubarões, os times Tigres e Dragões criaram soluções para microempreendedores e também para conectar empresas, estudantes e universidades. “Essas são ideias que vão transformar, diretamente, a vida da sociedade. Eu posso criar oportunidades ou desenvolver produtos ou serviços. Quando falamos de cada produto que nós utilizamos hoje, sabemos que eles foram pensados para atender uma necessidade, sempre”, ressalta a gerente da Agência de Inovação da Unesc, Elenice Engel.

No Unesc Challenge, os participantes são instigados a desenvolver soluções reais, saindo apenas do campo das hipóteses. “Tudo que o empreendedor e a inovação fazem é trazer soluções para as organizações como empresas, escolas, terceiro setor e gestão pública. Todas elas precisam do administrador, do contador,  do gestor de pessoas e de processos, do economista, da área do Direito e muito mais”, pontua. 

Conforme a assessora pedagógica dos cursos de Ciências Sociais Aplicadas (CSA), Ana Paula Silva dos Santos, o perfil dos estudantes desta área colabora para o desenvolvimento de soluções inovadoras.“O desafio é relevante para todos os acadêmicos, mas eu vejo muita interação com o perfil da CSA. Procuramos trabalhar teoria e prática na graduação. E hoje é um dia de prática. Então eles vão entender como conhecimentos de diversas disciplinas se consolidam em uma prática única, como elas conversam num processo de tomada de decisão”, comenta. 

Perspectiva ampliada

 O coordenador do Unesc Challenge, Christian Engelmann, destaca que o segundo fim de semana do evento apresentou algumas diferenças com relação às edições anteriores. “Os nossos desafios eram um pouco mais simples, porque o perfil dos estudantes de Ciências Sociais Aplicadas já trabalha com Administração de Empresas, Direito e outros cursos que resolvem os problemas das pessoas. Então, tivemos soluções que lidam com essa perspectiva um pouco mais ampliada e eu gostei bastante disso”, comenta.

 Engelmann deixa um desafio para os acadêmicos das áreas da Saúde (SAU) e Ciências, Engenharias e Tecnologia (CET), que farão parte das duas últimas etapas do desafio, antes da final,  que acontece nos dias 28 e 29 de novembro. “Estou bastante animado. Esses dois perfis, dos estudantes de Saúde e Ciências de Engenharia e Tecnologia, são engajados. Eles têm o perfil de desenvolver soluções, então, a perspectiva é de ter lotação máxima”, afirma.

Integrantes da equipe Tubarões - vencedora da segunda etapa: 

Felipe Maximiano

Josiele Borba

Frankchesca Lara

Zinaida Mário Deuna

Suzana Araújo

 Demais etapas do Unesc Challenge 2026:

  •       SAU: 10 de outubro – Auditório Ruy Hülse;
  •       CET: 14 de novembro – Auditório Ruy Hülse;
  •       Grande Final: 28 e 29 de novembro – Centro de Inovação de Criciúma (CRIO).

 Texto e fotos: Tiago Monte/Especial/Agecom/Unesc

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