A Câmara de Vereadores de Criciúma promoveu, nesta quinta-feira (26/3), a Sessão Solene do Prêmio Mulher de Destaque Criciumense, que reconheceu dez mulheres por contribuições ao desenvolvimento da...
Publicado por: Marciano Bortolin
em 27 de março de 2026
Tempo de leitura: 3 minutos.
A Câmara de Vereadores de Criciúma promoveu, nesta quinta-feira (26/3), a Sessão Solene do Prêmio Mulher de Destaque Criciumense, que reconheceu dez mulheres por contribuições ao desenvolvimento da cidade em diferentes áreas. Entre as homenageadas, a professora e pesquisadora da Unesc, Maria Inês da Rosa, recebeu destaque pela atuação na saúde pública, na pesquisa científica e na formação de profissionais da área médica.
Com trajetória consolidada no Sistema Único de Saúde (SUS), ela sustenta uma caminhada que une assistência e formação acadêmica. Ao longo de mais de 25 anos dedicados à saúde da mulher e outros 25 anos à docência, pesquisa e gestão universitária, a professora também coordenou o curso de Medicina da Unesc por 12 anos, período em que contribuiu para a formação de mais de mil médicos.
“Esse prêmio representa o reconhecimento de uma trajetória construída com muito trabalho e dedicação à saúde da mulher. Representa todas as pessoas que caminharam comigo ao longo da vida, família, pacientes, colegas, amigos e estudantes e, sobretudo, minha mãe, Helena, que foi meu alicerce e exemplo”, afirma.
A homenageada destaca ainda o papel de mulheres que atuam, muitas vezes, fora da visibilidade, mas com impacto recorrente na sociedade. “Divido esse momento com todas as mulheres que trabalham, às vezes sem visibilidade, mas com enorme impacto na vida das pessoas. ue nunca deixemos limitar o tamanho dos nossos sonhos. A capacidade não tem gênero, ela se constrói com trabalho, dedicação e coragem”, enfatiza.
A cerimônia também mobilizou reflexão sobre o papel das mulheres na sociedade. A reitora em exercício da Unesc, Gisele Silveira Coelho Lopes, relata que o reconhecimento dialoga com desafios ainda presentes.
“Enquanto reconhecemos mulheres que chegaram até aqui, muitas ficaram pelo caminho. Ainda há mulheres que lutam para viver, estudar, trabalhar e serem livres. Precisamos de mais equidade, não apenas igualdade. As diferenças existem, mas não limitam a capacidade. Ao contrário, nos completam”, afirma.
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