Coordenadora do Laboratório de Pesquisa em Autismo e Neurodesenvolvimento (Land), da Unesc, Cinara Ludvig Gonçalves, participou do International Society for Autism Research (INSAR) 2026 Annual Meet...
Publicado por: Marcela Barrozo
em 19 de junho de 2026
Tempo de leitura: 3 minutos.
Coordenadora do Laboratório de Pesquisa em Autismo e Neurodesenvolvimento (Land), da Unesc, Cinara Ludvig Gonçalves, participou do International Society for Autism Research (INSAR) 2026 Annual Meeting, realizado em Praga, na República Tcheca, entre os dias 22 e 25 de abril. O evento é promovido pela INSAR e é reconhecido como um dos principais congressos internacionais dedicados à pesquisa do Transtorno do Espectro Autista (TEA).
Durante o congresso, a pesquisadora apresentou um trabalho desenvolvido no Land, com foco em pesquisa básica e neurodesenvolvimento no TEA. A apresentação recebeu elogios de pesquisadores internacionais por aproximar modelos experimentais e mecanismos biológicos de questões centrais para a compreensão do autismo.
“A participação no INSAR foi uma experiência extremamente significativa, tanto pela oportunidade de apresentar a produção científica desenvolvida em nosso laboratório quanto pela possibilidade de dialogar com pesquisadores de diferentes países que são referência mundial na área do autismo. Nosso trabalho foi muito bem recebido e isso mostra que a pesquisa básica realizada no Brasil, e especialmente na Unesc, tem qualidade, competitividade e potencial de contribuir para discussões internacionais”, destacou Cinara Ludvig.
Além da apresentação científica, o evento contou com a participação de Simon Baron-Cohen, renomado psicólogo e neurocientista cognitivo britânico, professor da Universidade de Cambridge e uma das principais referências internacionais nos estudos sobre cognição social no autismo.
Conforme a professora, o grande diferencial do Land no evento foi a abordagem pré-clínica. O estudo estava entre os poucos com esse foco e, possivelmente, foi o único trabalho brasileiro a adotar essa perspectiva, o que consolida o pioneirismo do grupo de pesquisa.
“Foi muito especial perceber que estamos inseridos em uma discussão global sobre o autismo. Ao mesmo tempo em que conhecemos pesquisas clínicas, educacionais e sociais de grande impacto, também ficou evidente a importância da pesquisa básica para compreender os mecanismos envolvidos no neurodesenvolvimento e abrir caminhos para novas estratégias de investigação e intervenção”, afirmou.
Para o Land, a participação no INSAR 2026 representa um marco de internacionalização e fortalecimento da pesquisa em autismo desenvolvida na Unesc, ampliando redes de colaboração, visibilidade científica e oportunidades futuras de cooperação com centros nacionais e internacionais.
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