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Pesquisa liderada pela Unesc mobiliza municípios na criação de fluxo de atendimento a mulheres vítimas de violência

A Unesc, por meio do Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva (PPGSCol) e o Grupo de Pesquisa em Violência, Desigualdade e Saúde (ViDaS), liderou uma iniciativa inédita na região carbonífera vol...

Daniela Savi

Publicado por: Daniela Savi

em 14 de maio de 2026

Tempo de leitura: 3 minutos.

Pesquisa liderada pela Unesc mobiliza municípios na criação de fluxo de atendimento a mulheres vítimas de violência

A Unesc, por meio do Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva (PPGSCol) e o  Grupo de Pesquisa em Violência, Desigualdade e Saúde (ViDaS),  liderou uma iniciativa inédita na região carbonífera voltada à construção de uma linha de cuidado para mulheres em situação de violência. Recentemente, foi realizado o terceiro e último encontro da oficina, reunindo representantes de 12 municípios e marcando o encerramento de um processo coletivo pautado no diálogo, na escuta qualificada e na articulação entre os serviços.

A proposta buscou integrar diferentes setores e fortalecer a rede de atenção no território, promovendo a construção conjunta de estratégias mais eficazes de acolhimento e encaminhamento. A ação foi conduzida pela mestranda Patricia Maia, do Programa de Mestrado Profissional em Saúde Coletiva, sob orientação da professora doutora Vanessa Miranda.

Ao longo dos encontros, profissionais das áreas da saúde, assistência social e segurança pública participaram das discussões, contribuindo com suas experiências para a elaboração de um fluxo organizado de atendimento. O objetivo foi garantir uma abordagem mais integrada e sensível às necessidades das mulheres em situação de violência, reconhecida como um problema complexo e multifatorial.

Vanessa destacou que a metodologia adotada foi essencial para o avanço da proposta. “Com uma abordagem teórica, metodológica e participativa, os encontros possibilitaram discutir conceitos de violência de gênero, analisar documentos legais e promover a troca de experiências entre os profissionais. A escuta qualificada e a análise territorial foram fundamentais para identificar desafios e potencialidades locais”, destaca.

A iniciativa também reforça o papel social da Universidade na promoção de mudanças concretas na comunidade. Para a professora Susana Cararo Confortin, o projeto evidencia a importância da conexão entre Ensino, Pesquisa e realidade social. “A Universidade ultrapassa os limites da sala de aula quando se conecta às necessidades reais da comunidade. A violência contra a mulher é uma demanda urgente e complexa, e ações como essa contribuem para respostas mais articuladas e efetivas”, afirma.

Fluxograma

No encontro final, os participantes elaboraram a primeira versão da linha de cuidado, estruturada em formato de fluxograma. O material organiza os possíveis caminhos percorridos pelas mulheres dentro da rede de atendimento, define responsabilidades e fortalece a integração entre os serviços envolvidos.

A violência contra a mulher é reconhecida como um fenômeno complexo e multicausal, que demanda respostas articuladas e intersetoriais. A Organização Mundial da Saúde classifica essa violência como um grave problema de saúde pública, devido aos seus impactos na saúde física e mental das vítimas. No Brasil, a Lei Maria da Penha representa um marco no enfrentamento da violência doméstica, ao reforçar a importância da atuação em rede para proteção das mulheres.

 

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