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Oficina de Velas da Unesc une geração de renda, saúde mental e espírito comunitário

Na quarta edição, a Oficina de Velas Artesanais consolidou-se como um espaço de transformação e conexão para os participantes. O workshop encerrou as atividades de mais uma turma nesta quarta-feira...

Marcela Barrozo

Publicado por: Marcela Barrozo

em 11 de junho de 2026

Tempo de leitura: 2 minutos.

Oficina de Velas da Unesc une geração de renda, saúde mental e espírito comunitário

Na quarta edição, a Oficina de Velas Artesanais consolidou-se como um espaço de transformação e conexão para os participantes. O workshop encerrou as atividades de mais uma turma nesta quarta-feira (10/6). O projeto foi iniciado em novembro de 2024 e atrai moradores de bairros vizinhos e até de municípios da região, além de integrar acadêmicos da própria Instituição.

O principal objetivo da iniciativa é oferecer uma qualificação prática e de rápida inserção no mercado. O aprendizado atua diretamente como ferramenta de empreendedorismo para o sustento dos alunos e é ministrada pela assistente social, especialista em arte e terapia e pós-graduada em terapia cognitiva comportamental pela Unesc, Cristiane Testoni.

"O projeto nasceu com o propósito de trazer as pessoas da comunidade para aprender um ofício que contribua com a geração de renda familiar. Além disso, promove a saúde mental através de uma atividade laboral onde todos se encontram e se conectam", destaca a Cristiane Testoni.

As oficinas têm duração total de dois meses, divididas em oito aulas práticas. O formato permite o aprendizado completo das técnicas de produção e comercialização.

Herança afetiva

Para além do potencial financeiro, as aulas ganharam um significado diferente para os participantes e o ambiente das aulas práticas também se transforma em um espaço de acolhimento e resgate de histórias pessoais marcantes entre os participantes. 

"O meu pai se tornou artista e fazia velas após se aposentar por invalidez. Ele faleceu há mais de 20 anos, mas ainda guardo algumas. No início, tive resistência em participar porque a oficina me lembrava muito o trabalho dele. Acabou sendo uma oportunidade de fazer as pazes com o passado. Na infância, eu apenas observava e não aprendi a técnica, mas sei que esse ofício salvou o meu pai em um momento difícil. Sou muito grata à professora", emociona-se Ana Carolina.

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