Instalado no início de 2020 e em atuação desde então, o Observatório de Desenvolvimento Socioeconômico e Inovação da Unesc desempenha importante papel já no início de suas atividades. Isso porque o...
Publicado por: AgeCom Unesc
em 9 de junho de 2020
Tempo de leitura: 4 minutos.
Instalado no início de 2020 e em atuação desde então, o Observatório de Desenvolvimento Socioeconômico e Inovação da Unesc desempenha importante papel já no início de suas atividades. Isso porque o grupo de profissionais envolvidos no projeto trabalha com a análise e coleta de dados primordiais para a correta avaliação do cenário socioeconômico diante da pandemia e as possibilidades para o período posterior à Covid-19.

Entre os dados nos quais o grupo está debruçado estão os números voltados à geração de empregos em 2020. Conforme um dos coordenadores do Observatório, professor Thiago Rocha Fabris, os dados do período analisado de janeiro a abril mostram que todos os setores, com exceção da agropecuária, tiveram mais desligamentos do que admissões. “Temos observado saldos negativos, portanto, nos setores de comércio, construção, indústria geral e serviços. Os números apontam que esses setores realizaram mais desligamentos que contratações, o salgo negativo varia de 21,8 mil a mais de 342 mil empregos”, explica.
Tais números demonstram, conforme Thiago, o panorama da economia brasileira como um todo nesse período. “No país, o saldo negativo é de pouco mais de 763 mil vagas, sendo o Sudeste a região com maiores índices. Em termos percentuais de perda de emprego, utilizando o estoque total de emprego como base de cálculo, o Brasil fechou 1,97% das vagas formais”, completa.
No Sul de Santa Catarina os números também mostram saldos bastante negativos. Conforme os dados levantados pelo observatório, na região da Amesc (Associação dos Municípios do Extremo Sul Catarinense) o mês de abril apresentou um saldo negativo entre desligamentos e contratações de 1.052 vagas. Antes de a pandemia atingir em cheio a sociedade e a economia, no entanto, os dados eram melhores. Em março o saldo negativo era de 25 empregos, e em janeiro e fevereiro os vinham positivos, com 412 e 512 vagas abertas no balanço total.
Na Amrec (Associação dos Municípios da Região Carbonífera) o balanço negativo não é diferente, porém traz dados ainda mais significativos. Enquanto em janeiro, fevereiro e março a média entre carteiras assinadas e demissões era de 1.452, 1467 e 277, respectivamente, em abril o declínio foi expressivo e atingiu o saldo negativo de 3.520 vagas.
Apesar de levantarem dados negativos, as análises de tais cenários se fazem importantes para a definição de estratégias embasadas para a recuperação da economia de forma geral. A instalação e o trabalho do Observatório de Desenvolvimento Socioeconômico e Inovação da Unesc, conforme a reitora da Universidade, fortalecem ainda mais o papel comunitário da Instituição. “Esse será mais um braço, dentre tantos outros já ativos, na nossa luta pela comunidade. O grupo tem a expertise da ciência para ajudar na prática. Se esse trabalho já era importante, daqui para frente será ainda mais, algo fundamental”, salienta.
O Observatório será lançado de forma oficial nesta quarta-feira (10/6) no segundo webinar da campanha “O Sul do Estado Pós-pandemia – Prontos para recomeçar hoje”.
Mayara Cardoso - Agência de Comunicação da Unesc

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