A historiadora do Centro de Memória e Documentação (Cedoc) da Unesc, Liziane Acordi Rocha, participou, na última semana, da 2ª Conferência Nacional de Arquivos (CNArq), realizada em Brasília. O enc...
Publicado por: Marcela Barrozo
em 3 de junho de 2026
Tempo de leitura: 4 minutos.
A historiadora do Centro de Memória e Documentação (Cedoc) da Unesc, Liziane Acordi Rocha, participou, na última semana, da 2ª Conferência Nacional de Arquivos (CNArq), realizada em Brasília. O encontro, realizado de 26 e 28 de maio, reuniu representantes de todo o país para discutir políticas públicas arquivísticas e fortalecer o papel dos arquivos como espaços de acesso à informação, pesquisa, cidadania e democracia.
A participação na etapa nacional foi resultado de uma construção coletiva iniciada nos estados. Em Santa Catarina, a etapa estadual do evento ocorreu no dia 16 de abril, na sede do Arquivo Público do Estado de Santa Catarina (APESC), em São José. A organização foi conduzida pela Diretoria do Arquivo Público, vinculada à Secretaria de Estado da Administração (SEA), com apoio da Comissão Organizadora Estadual.
Liziane integrou a Comissão Organizadora Estadual como representante da sociedade civil, participando das discussões preparatórias e da construção das propostas encaminhadas pelo estado para a conferência nacional. A fase catarinense reuniu profissionais de arquivos, pesquisadores e instituições de diferentes regiões, em um processo de diálogo sobre os desafios e necessidades do campo arquivístico.
A delegação de Santa Catarina que esteve em Brasília foi composta por representantes de diferentes segmentos, incluindo arquivos públicos estaduais e municipais, Poder Judiciário, universidades, instituições de memória, pesquisadores e sociedade civil. A pesquisadora participou como delegada eleita na representação dos arquivos privados, área diretamente relacionada ao trabalho desenvolvido pelo Cedoc.
Para a historiadora, a presença da Universidade nesse espaço demonstra a importância dos centros de documentação universitários na produção de conhecimento e no fortalecimento das políticas de preservação e acesso.
“Participar da Conferência Nacional foi também compartilhar experiências construídas diariamente dentro do Cedoc. Os centros de documentação universitários aproximam Ensino, Pesquisa e Extensão, permitindo que diferentes acervos sejam estudados, organizados e disponibilizados para pesquisadores e para a comunidade”, destaca Liziane.
Conforme a representante, as discussões realizadas durante a conferência dialogam diretamente com as ações desenvolvidas pelo Cedoc, como gestão documental, preservação de acervos, políticas públicas, acesso à informação, valorização profissional e reconhecimento dos diferentes conjuntos documentais existentes no país.
“O trabalho com arquivos envolve muito mais do que preservar documentos. Ele está relacionado ao acesso, à pesquisa e à possibilidade de ampliar os olhares sobre diferentes experiências sociais que muitas vezes permaneceram pouco visíveis”, ressalta a historiadora.
No eixo dos arquivos privados e comunitários foram discutidos caminhos para identificação, mapeamento, organização, tratamento técnico e acesso a acervos pessoais, institucionais e comunitários de interesse público e social, fortalecendo redes de cooperação entre instituições e como os debates realizados na conferência também dialogam com a prática cotidiana desenvolvida no Centro de Memória da Universidade.
“No Cedoc trabalhamos com documentos que carregam experiências de instituições, comunidades e trabalhadores. Cada acervo exige pesquisa, tratamento técnico e reflexão sobre os sujeitos e contextos que produziram esses registros”, completa.
A participação na 2ª CNArq também representa um importante processo formativo para a equipe do setor. As discussões realizadas nas etapas estadual e nacional retornam ao Centro de Memória em forma de reflexões, metodologias e práticas que contribuem para a formação dos bolsistas que atuam diariamente nos processos de organização, descrição, conservação e difusão dos acervos.
“A construção de políticas para os arquivos depende do diálogo entre diferentes instituições e profissionais. Santa Catarina chegou à Conferência Nacional levando propostas elaboradas coletivamente, a partir das experiências e desafios vivenciados pelos arquivos em seus diferentes contextos”, afirma Liziane.
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