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Futuros designers da Unesc mergulham em busca de subsídios para criar jogos e brinquedos terapêuticos

A fase de colocar a cabeça para criar soluções na ponta do lápis ainda está por vir para os estudantes da primeira fase do curso de Design da Unesc. No momento, o foco está na coleta de informações...

Décio Batista

Publicado por: Décio Batista

em 27 de abril de 2026

Tempo de leitura: 3 minutos.

Futuros designers da Unesc mergulham em busca de subsídios para criar jogos e brinquedos terapêuticos

A fase de colocar a cabeça para criar soluções na ponta do lápis ainda está por vir para os estudantes da primeira fase do curso de Design da Unesc. No momento, o foco está na coleta de informações e no entendimento profundo da problemática. Dentro da disciplina de Introdução ao Design, os acadêmicos iniciaram uma jornada de pesquisa interdisciplinar para enfrentar o desafio do semestre: projetar utensílios e jogos que auxiliem no processo de recuperação dos pacientes do Centro Especializado em Reabilitação (CER) da Unesc.

Para que os futuros designers possam propor soluções eficazes, a disciplina está promovendo uma série de encontros com profissionais de áreas complementares. Na última semana, o grupo recebeu a terapeuta ocupacional Alessandra Soares, do CER, que apresentou os desafios clínicos e as necessidades reais de pacientes em terapia.

Na noite da última quinta-feira (23/04), a coleta de informações continuou com a participação do professor Gildo Volpato, ex-reitora da Unesc, que apresentou a perspectiva das “Reflexões sobre o Brinquedo e o Brincar" como uma ferramenta de desenvolvimento cognitivo. O objetivo desta etapa é fornecer aos alunos uma base sólida sobre os processos didático-pedagógicos, permitindo que eles compreendam como um objeto pode atuar na recuperação de habilidades em crianças e adultos.

Somente após essa fase de coleta de conhecimento e análise metodológica é que os alunos passarão para o desenvolvimento das soluções práticas. O resultado dessa união entre teoria da saúde e metodologia do Design será apresentado em uma exposição ao final do semestre.

A voz do especialista

O coordenador do curso e titular da disciplina, João Luís Silva Rieth, explica que este embasamento é fundamental para que o design cumpra seu papel social e técnico:

"Neste momento, os alunos estão tomando conhecimento da história do brincar e da complexidade da reabilitação. O tema central são utensílios para auxiliar na recuperação e a ideia de aproximar o projeto ao universo do brinquedo visando estimular habilidades específicas. Eles precisam conhecer a problemática associada à terapia ocupacional e entender o 'brincar' como ferramenta para, só então, aplicar as ferramentas metodológicas do Design”, explicou Rieth.

O professor ainda acrescentou que a disciplina está associando áreas afins para que os estudantes desenvolvam projetos com aplicação terapêutica real, impactando diretamente na vida de quem usará esses objetos.

O encontro marcou também o retorno do professor Gildo Volpato ao ambiente laboratorial do curso. “Foi um prazer voltar, a convite do professor Rieth, depois de muitos anos, ao Iparque e ao Laboratório do curso de Design (LabDesign), para uma conversa com os alunos da primeira fase sobre o brinquedo e o brincar. Gratidão pela oportunidade”, agradeceu o docente.

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