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Formatura Unesc: quando o cuidado vira destino e se revela em histórias marcantes

Gabriel Savi Mondo Ramos. (Foto: Luan Vieira/Agecom Unesc) Antes mesmo de vestir o jaleco, Gabriel Savi Mondo Ramos já carregava a essência da Enfermagem. Filho e afilhado de mulheres que dedicaram...

Carla Giassi

Publicado por: Carla Giassi

em 28 de março de 2026

Tempo de leitura: 7 minutos.

Formatura Unesc: quando o cuidado vira destino e se revela em histórias marcantes

Gabriel Savi Mondo Ramos. (Foto: Luan Vieira/Agecom Unesc)

Antes mesmo de vestir o jaleco, Gabriel Savi Mondo Ramos já carregava a essência da Enfermagem. Filho e afilhado de mulheres que dedicaram a vida ao cuidado, cresceu inspirado pela empatia e pela entrega que testemunhou dentro de casa, base que moldou sua escolha profissional. Ele foi um dos formandos de mais uma turma que superou desafios e realizou o sonho de receber o esperado diploma da graduação, na cerimônia de Colação de Grau Especial do curso de Enfermagem, na noite deste sábado (28/3).

Mais do que uma decisão, Gabriel define a Enfermagem como um chamado. A certeza se fortaleceu ainda na graduação, ao acolher uma mulher vítima de violência e perceber, na prática, o impacto do cuidado. “Senti que poderia ajudá-la a se sentir melhor e mais segura”, relembra.

Vindo de Urussanga, encontrou na Unesc um verdadeiro lar, espaço de oportunidades, vínculos e crescimento. Agora, formado, leva consigo o propósito de ser um enfermeiro guiado pela humanidade e pela ética. “Quero rir e chorar com meus pacientes, segurar as mãos e deixá-las ir com dignidade”, afirma, Gabriel, que está disposto a oferecer mais do que técnica: presença, escuta e cuidado genuíno.

Uma noite de conquistas que celebram trajetórias e valores

A colação de grau das graduandas e graduandos do curso de Enfermagem, turma do segundo semestre de 2025 da Unesc, marcou uma noite de emoção, reconhecimento e novos começos. A cerimônia reuniu formandos, professores, gestão da Universidade, familiares e amigos, em homenagens que celebraram aqueles que fizeram parte dessa caminhada.

Com a sensibilidade de quem também carrega a Enfermagem como escolha de vida, a reitora licenciada da Unesc e atual secretária de Estado da Educação de Santa Catarina, Luciane Bisognin Ceretta, conduziu uma fala marcada por emoção, pertencimento e propósito. Ao olhar para os formandos, reconheceu nas trajetórias ali presentes um reflexo da sua própria história: “Para mim, estar aqui tem um significado ainda mais profundo. É impossível não me emocionar ao olhar para cada um de vocês e me reconhecer um pouco em cada trajetória, em cada desafio superado, em cada sonho que hoje ganha forma. A enfermagem é mais do que uma profissão; ela é um chamado, um compromisso silencioso e, ao mesmo tempo, imenso com a vida, com o outro e com a dignidade humana. E vocês escolheram esse caminho”, destacou Luciane.

Ao ampliar o olhar para além das histórias individuais, a reitora destacou que a formatura também celebra uma construção coletiva, consolidada ao longo de quase 24 anos do curso de Enfermagem da Unesc. Nesse percurso, a Universidade formou 40 turmas e mais de 1.180 profissionais que hoje atuam em diferentes espaços e contribuem ativamente com a sociedade. A partir de agora, os novos enfermeiros passam a integrar esse legado.

Em sua fala, também evidenciou a essência da formação oferecida pela Instituição, construída a partir de experiências reais, com uma matriz que conecta teoria e prática. Segundo ela, esse processo é fortalecido por uma infraestrutura de clínicas integradas e por um corpo docente formado por mestres e doutores, que são referência em suas áreas e que formam, acima de tudo, com propósito.

Ao dedicar algumas palavras aos formados da noite, a reitora em exercício da Unesc, Gisele Silveira Coelho Lopes, destacou a relevância da profissão em um cenário cada vez mais marcado pela tecnologia, sem abrir mão da essência do cuidado humano. “A enfermagem do futuro será tecnológica, sim. Mas ela só fará sentido se continuar sendo profundamente humana, porque nenhuma máquina será capaz de substituir o toque que acalma, a escuta que acolhe, a presença que diz, mesmo sem silêncio: eu estou aqui com você”, reforça.

A reitora em exercício ressaltou que, em um mundo cada vez mais digital, o trabalho dos profissionais da Enfermagem se torna ainda mais essencial, especialmente por estarem presentes nos momentos mais intensos da existência humana, do início da vida às despedidas, passando por travessias difíceis e recomeços.

Da pandemia à formatura: a trajetória lembrada pela voz da turma

Representando a turma, o acadêmico Hugo Silva Nascimento trouxe ao palco não apenas palavras, mas a memória viva de uma jornada compartilhada. Em um discurso que uniu passado, presente e futuro, ele relembrou o início da caminhada, ainda em meio à pandemia, um período desafiador que, apesar das adversidades, fortaleceu o propósito de cada estudante.

“As coisas começaram cinco anos atrás, em meio ao cenário avassalador e doloroso da pandemia. O meio de nossa história foi marcado pelos primeiros estágios, os primeiros pacientes e o contato com o mundo lá de fora, onde a dor é real. Hoje, nessa noite, encerramos os nossos cinco anos de sonho e começamos a correr atrás dos próximos. Trabalharemos e seremos o que o esforço desse período fez de nós, enfermeiros e enfermeiras. A nós todos que nos graduamos nesta noite, eu digo: muita força, muita determinação, muito amor e muita fé em Deus. Porque, podem ter certeza: um dia nós chegamos lá. Já chegamos até aqui”, comemorou Hugo.

A força de uma escolha que se transforma em missão

Na voz da paraninfa, a professora Denise Macarini Tereza, a Enfermagem ganha contornos que vão além da técnica e da ciência. Em um discurso marcado pela sensibilidade, ela destacou a essência de uma profissão que se constrói, diariamente, no cuidado com o outro.

“A Enfermagem é mais que uma ciência; é uma arte, uma filosofia de vida, um propósito que se manifesta no toque cuidadoso, na escuta atenta, na palavra de conforto. Vocês serão as mãos que aliviam a dor, os olhos que percebem a angústia não ditam, os corações que pulsam em sintonia com a esperança e a vulnerabilidade do próximo. Esta profissão exige não apenas conhecimento técnico-científico, mas, acima de tudo, humanidade, empatia e um compromisso inabalável com a vida e a dignidade humana”, afirma a professora.

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