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Experiências compartilhadas pelas Licenciaturas da Unesc

A quadra esportiva do Ginásio José Antônio Carrilho transformou-se em um vibrante laboratório de inovação pedagógica na noite dessa quinta-feira (28/5). O tradicional evento das Licenciaturas Integ...

Décio Batista

Publicado por: Décio Batista

em 29 de maio de 2026

Tempo de leitura: 5 minutos.

Experiências compartilhadas pelas Licenciaturas da Unesc

A quadra esportiva do Ginásio José Antônio Carrilho transformou-se em um vibrante laboratório de inovação pedagógica na noite dessa quinta-feira (28/5). O tradicional evento das Licenciaturas Integradas da Unesc, reuniu a comunidade acadêmica para celebrar a socialização e a avaliação de projetos idealizados por acadêmicos dos cursos de formação de professores da Instituição.

O evento, que se consolida como espaço de convergência, no qual a teoria e a prática se entrelaçam, reuniu estudantes dos cursos de Artes Visuais, Ciências Biológicas, História, Letras, Matemática e Pedagogia. Eles foram reunidos em grupos mistos para apresentar os resultados práticos de pesquisas e criações desenvolvidas ao longo do semestre.

O poder da troca

No centro da proposta metodológica está a disciplina de Prática como Componente Curricular (PCC). De acordo com a professora Aurélia Regina de Souza Honorato, coordenadora da atividade e integrante da comissão organizadora, as experiências apresentadas na noite foram inteiramente construídas nesta disciplina de caráter integrador.

"O diferencial da Prática é que cada turma é composta por estudantes dos diferentes cursos. Por exemplo, na PCC 3, temos estudantes da terceira fase de cada licenciatura; na PCC 5, universitários de quinta fase de História, Letras, Matemática, entre outros. Este é um momento de socialização onde mostram o que produziram no semestre. Mais do que uma exposição, é uma instância avaliativa conjunta. Os relatos posteriores dos próprios estudantes evidenciam o poder transformador dessa troca de saberes", explicou Aurélia.

Teoria em vivências pedagógicas

A pró-reitora de Ensino, Graziela Fátima Giacomazzo, acompanhou de perto as apresentações e destacou o impacto do modelo adotado pela Universidade na formação do perfil do novo educador. Para ela, ver conceitos complexos convertidos em dinâmicas palpáveis é a maior prova do sucesso do evento.

"Este é o momento de sistematização de conteúdos interdisciplinares. Os grupos debatem temáticas que são absolutamente centrais para a formação docente, como o projeto político-pedagógico, as diretrizes curriculares e o desenvolvimento cognitivo e emocional dos estudantes. É fascinante ver esse consistente conjunto teórico traduzido em jogos didáticos e experiências pedagógicas de toda natureza. A atividade contribui significativamente para que os nossos licenciandos construam conhecimento sólido e aplicável", avaliou Graziela.

Provocação e reflexão sobre o espaço escolar

Para o corpo docente que acompanha esse processo, o evento também representa o coroamento de um semestre de intensos debates. O professor do curso de Letras e avaliador do evento, Leandro de Bona Dias, enfatizou a excelente resposta dos alunos aos desafios propostos em sala de aula.

"Nossa avaliação é extremamente positiva. Os alunos conseguiram transpor as discussões teóricas do semestre para atividades práticas que provocam e convidam quem passa por este espaço a refletir sobre a escola como instituição social. Discutimos muito as infâncias e sua pluralidade, e é por isso que vemos tantas brincadeiras aqui hoje. A ideia principal é compartilhar esse conhecimento de forma lúdica: convidamos a comunidade a brincar conosco e, por meio do brincar, aprender", avaliou o professor.

Impacto na futura prática docente

Quem vivencia o evento na condição de estudante reconhece o valor prático dessas dinâmicas para o cotidiano que encontrarão nas escolas de Educação Básica. A acadêmica da quarta fase do curso de Pedagogia, irmã Marisa dos Santos Souza, partilhou o seu entusiasmo ao apresentar um projeto focado na aplicação das leis que regem o ensino de história e cultura afro-brasileira e indígena.

"Foi uma experiência maravilhosa e muito rica. O nosso tema aborda a obrigatoriedade de se trabalhar as culturas afro e indígena na escola. Essas atividades práticas nos ajudam imensamente para a futura atuação em sala de aula, pois tratam de temas fundamentais que, infelizmente, ainda são pouco abordados ou trabalhados de maneira superficial nas escolas. Apresentar isso de forma prática abre novos caminhos”, declarou a estudante e religiosa.

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