Os estudantes da primeira fase do curso de Medicina da Unesc participaram de uma visita à Aldeia Tekoa Marangatu, localizada no município de Imaruí. A atividade integra a disciplina Interação: Serv...
Publicado por: AgeCom Unesc
em 17 de abril de 2026
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Os estudantes da primeira fase do curso de Medicina da Unesc participaram de uma visita à Aldeia Tekoa Marangatu, localizada no município de Imaruí. A atividade integra a disciplina Interação: Serviços de Saúde e Comunidade, componente curricular que busca contribuir para a formação de um perfil acadêmico e profissional comprometido com as necessidades da população e com a valorização da diversidade cultural.
A visita foi acompanhada pelo vice-cacique Fabiano Karai, que recepcionou o grupo e apresentou aspectos da cultura e do modo de vida do povo indígena local. Durante a atividade, os estudantes participaram de uma trilha ecológica, contemplaram a cachoeira da aldeia, vivenciaram uma roda de conversa sobre a relação entre cultura indígena, educação e saúde, além de participarem de atividades de pinturas tradicionais, visita à feira de artesanato e apresentação de coral indígena.
Para o vice-cacique, momentos como esse são fundamentais para fortalecer o diálogo intercultural. “O indígena de hoje não é o indígena do descobrimento. Queremos oportunizar a difusão de nossa cultura, mostrando quem somos na atualidade e construindo pontes de respeito, conhecimento e cuidado com a saúde de nossos povos”, disse Karai. 
A iniciativa está alinhada às Diretrizes Curriculares Nacionais dos Cursos de Medicina, que destacam que o currículo deve contribuir para a compreensão, interpretação, preservação, reforço, fomento e difusão das culturas nacionais e regionais, em um contexto de pluralismo e diversidade cultural. Além disso, os conteúdos curriculares essenciais devem manter estreita relação com as necessidades de saúde mais frequentes da comunidade, contemplando a compreensão dos determinantes sociais, culturais, comportamentais, psicológicos, ecológicos, éticos e legais do processo saúde-doença, tanto no nível individual quanto coletivo.
O professor Jacks Soratto, responsável pela disciplina, destacou a importância da atividade como estratégia pedagógica. “É um movimento que procuramos fazer todos os semestres com o objetivo de oportunizar o contato com os determinantes sociais da saúde, bem como conhecer outra cultura. Entendemos que vivências como essa oportunizam o desenvolvimento de soft skills, ou seja, competências que colaborarão para a atuação médica futura, especialmente no cuidado humanizado e no respeito às diversidades”, comentou.
A professora Vanessa Iribarrem Avena Miranda, que também acompanhou a visita, ressaltou o impacto da experiência na formação dos estudantes. "Foi um momento importante para compreender diferentes realidades, respeitar saberes tradicionais e perceber como o contexto social e cultural influencia a saúde e o cuidado. Esse tipo de vivência contribui muito para a formação dos estudantes, tornando-os profissionais mais sensíveis, críticos e preparados para atuar de forma integral e respeitosa com as diversas populações”, comentou.
Segundo a acadêmica Victoria Tibes da Silva Manarin, a atividade proporcionou uma experiência significativa para o início da formação médica. "A visita ratifica o compromisso do curso com uma formação baseada na integração entre ensino, serviço e comunidade, promovendo o desenvolvimento de profissionais preparados para atuar de forma ética, crítica e socialmente responsável", disse.
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