O curso de Ciências Contábeis presencial da Unesc promoveu, nesta quinta-feira (2/7), o 17º Salão de Iniciação Científica (SIC). Em mais uma edição, foram apresentados 19 trabalhos desenvolvidos po...
Publicado por: Décio Batista
em 3 de julho de 2026
Tempo de leitura: 5 minutos.
O curso de Ciências Contábeis presencial da Unesc promoveu, nesta quinta-feira (2/7), o 17º Salão de Iniciação Científica (SIC). Em mais uma edição, foram apresentados 19 trabalhos desenvolvidos por acadêmicos da primeira e da sexta fase, integrando as disciplinas de Contabilidade e Organização Profissional do Contador e de Contabilidade e Governança Corporativa nas Empresas.
O cerimonial de abertura, conduzido pela coordenadora-adjunta, Milla Lúcia Ferreira Guimarães, destacou a importância do curso que, em seus 51 anos de história, tem o objetivo de desenvolver um perfil profissional que atenda às demandas do mercado de trabalho. Para isso, a graduação oportuniza o desenvolvimento de habilidades e competências pautadas no tripé formado por Ensino, Pesquisa e Extensão.
“Sabemos que ser professor, nos dias de hoje, exige muito preparo e atualização frente às constantes mudanças pelas quais a Contabilidade passa. Agradeço a todos pela dedicação na organização do evento. Aqui buscamos desenvolver no acadêmico competências que vão além dos conhecimentos técnicos”, destacou Milla.
Conforme a professora, cada trabalho apresentado é resultado de horas de estudo, dedicação e aprendizado. “Para muitos dos nossos acadêmicos, este é o primeiro passo na pesquisa científica e a confirmação de que a Universidade é um espaço onde o conhecimento é construído para transformar pessoas, organizações e a sociedade”, salientou.
Conforme a professora da disciplina, Ana Paula Silva dos Santos, organizadora do evento ao lado do professor Sérgio Mendonça da Silva, o Salão de Iniciação Científica conta com a participação dos estudantes da primeira e da sexta fases, que tem, neste desafio, os primeiros contatos com a estrutura de uma pesquisa científica.
“Com a atividade, eles constroem instrumentos de pesquisa, aplicam com profissionais da área e realizam uma análise comparativa entre a prática de mercado e o conhecimento científico. Isso auxilia na compreensão da ciência e já os introduz no desenvolvimento de habilidades de oratória, como a construção da lógica, da ideia e a forma de compartilhá-la para ser compreendido. Esse processo prepara os alunos para os próximos semestres e para a produção de trabalhos científicos”, explicou a professora.
Para o acadêmico Francisco Henrique Dondossola, que junto ao seu grupo apresentou um trabalho sobre a inteligência artificial aplicada à contabilidade, a experiência foi muito proveitosa. “Esse projeto agregou muito conhecimento para mim e para a minha equipe. Ele nos deu uma percepção ampla sobre a IA na contabilidade e como a ferramenta estará integrada ao dia a dia da nossa profissão. Esse aprendizado enriquecerá muito nossa trajetória durante o transcorrer do curso, pois temos que usar todos os meios disponíveis, e a IA será uma delas, mas não a única”, avaliou o acadêmico.
Já o professor Sérgio explicou que, na participação dos acadêmicos da sexta fase no SIC, o foco das pesquisas é voltado para a análise de três empresas da região, com temas vinculados à disciplina.
“Nessa fase, são trabalhados tópicos específicos, como o processo sucessório nas empresas familiares, a Teoria da Agência, os conflitos de interesse e os princípios da governança corporativa em organizações familiares. Os estudantes realizam a pesquisa nas empresas e desenvolvem um artigo compacto como treino para a elaboração do TCC na sétima fase. Nesse exercício, eles aprimoram suas habilidades por meio da exposição do trabalho, praticando a oratória, a síntese de conteúdo, a análise e a exposição”, detalhou o docente.
Pesquisa interessanteNa avaliação da acadêmica Beatriz Corrêa Biela, a atividade foi muito educativa. “É um estudo muito importante para a nossa aula e para o nosso aprendizado. Estamos na sexta fase, quase finalizando a nossa trajetória. É fundamental sabermos a relevância do processo sucessório nas empresas familiares aqui do Sul catarinense. A nossa pesquisa foi muito interessante: embora o segmento fosse o mesmo para as três empresas analisadas, obtivemos respostas diferentes. Todo esse conhecimento é muito valioso para nós”, comentou Beatriz.
Entre os colaboradores da iniciativa estão os egressos e atuais profissionais da empresa Thomson Reuters: Alline Dagostim, Cleiton Antunes, Jaqueline Mussoi, Leandro Fernandes, Mateus Hoffmann e Paola Hunter.
Representando outras corporações, contribuíram também: a diretora financeira da Bellaphytus em Criciúma, Emanoele Pianezzer; a gerente financeira da Eletrobombas em Criciúma, Larissa Votri dos Santos; a contadora do Escritório Liderança Contábil de Araranguá, Maria Cláudia Anastácio da Silva; e a contadora que atua na Controladoria do Grupo Angeloni em Criciúma, Monik Motta Pedro.
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