O curso de Arquitetura e Urbanismo da Unesc realizou, ao longo das últimas semanas, a etapa Grupo Interfases 2026/1, um laboratório pedagógico intensivo voltado ao urbanismo aplicado. A atividade r...
Publicado por: AgeCom Unesc
em 13 de março de 2026
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O curso de Arquitetura e Urbanismo da Unesc realizou, ao longo das últimas semanas, a etapa Grupo Interfases 2026/1, um laboratório pedagógico intensivo voltado ao urbanismo aplicado. A atividade reuniu acadêmicos dos turnos matutino e noturno em uma experiência formativa que integrou leitura territorial, diagnóstico urbano e proposição projetual para um recorte de aproximadamente 19,50 hectares em Criciúma.
A área de estudo está localizada entre os bairros Santo Antônio, Pinheirinho, Paraíso, Boa Vista e Vila Floresta II, em um território marcado por desafios socioambientais e por potencial estratégico para o enfrentamento do déficit habitacional.
Parte do recorte encontra-se classificada como Zona Especial de Interesse Social (ZEIS), o que reforça a relevância acadêmica e social da proposta desenvolvida pelos estudantes. A programação teve início com a abertura oficial e formação das equipes, seguida por assessoramentos técnicos e conceituais, além de uma visita a campo.
Durante a saída técnica, os acadêmicos percorreram o território, observaram condicionantes como sistema viário, topografia, áreas de preservação permanente e relações com o entorno consolidado, aproximando-se das dinâmicas reais da produção do espaço urbano.
Em ateliê de projetos, os grupos sistematizaram as informações coletadas, elaborando mapas analíticos, diagramas conceituais e esquemas urbanos preliminares. O eixo teórico-metodológico adotado foi o Novo Urbanismo, em suas matrizes europeia e norte-americana, com ênfase em princípios como caminhabilidade, diversidade de usos, integração entre morfologia urbana e meio ambiente, densidades equilibradas e fortalecimento do senso de comunidade. 
“O produto final contemplou três pranchas técnicas e um pitch, nos quais as equipes apresentaram suas leituras críticas e propostas para o novo fragmento urbano. As soluções incluíram traçados viários hierarquizados, definição de centralidades locais, integração da área de preservação permanente ao sistema de espaços públicos e concepção de praças, eixos de caminhabilidade e pontos de encontro comunitário”, comentou a coordenadora do curso, Aline Eyng Savi.
Segundo ela, a atividade destacou-se pela intensidade do trabalho colaborativo, pela qualidade gráfica das propostas e pelo amadurecimento conceitual demonstrado pelos estudantes. “Ao articular fundamentos projetuais, instrumentos urbanísticos e responsabilidade socioambiental, o Grupo Interfases reafirma o compromisso do curso com a formação de arquitetos e urbanistas capazes de intervir de forma crítica, ética e tecnicamente fundamentada em contextos urbanos complexos. Mais do que um exercício acadêmico, a iniciativa consolida-se como espaço de experimentação e reflexão sobre o futuro da cidade, aproximando universidade, território e políticas públicas na construção de soluções urbanísticas inovadoras e socialmente responsáveis”, finalizou ela.
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