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Unesc recebe comitiva para mapear material proveniente dos arenitos da Formação Botucatu

O município de Turvo, no Extremo Sul de Santa Catarina, consolida sua importância para a paleontologia brasileira ao receber especialistas para a análise avançada de seu acervo de pegadas fósseis. ...

Décio Batista

Publicado por: Décio Batista

em 18 de setembro de 2026

Tempo de leitura: 3 minutos.

Unesc recebe comitiva para mapear material proveniente dos arenitos da Formação Botucatu

O município de Turvo, no Extremo Sul de Santa Catarina, consolida sua importância para a paleontologia brasileira ao receber especialistas para a análise avançada de seu acervo de pegadas fósseis. Uma comitiva do Centro Paleontológico da Universidade do Contestado (Cenpaleo/UNC), liderada pelo diretor e geólogo Maurício Rodrigo Schmitt e integrada também pelos paleontólogos Murilo Andrade e Silva e Luís Carlos Weinschutz, esteve, nessa terça-feira (15/9), no Laboratório de Geociências e Recursos Hídricos (LabGeoRH) da Unesc para mapear o material científico proveniente dos arenitos da Formação Botucatu.

Histórico de descobertas marcantes

A trajetória fóssil da cidade ganhou projeção em 2004, quando uma equipe formada pelos geólogos Éder Santos e Rosane Poperini, pelo biólogo Cláudio Rickens e pelo acadêmico Ricardo Vicente identificou uma trilha de 10 metros com pegadas de sete centímetros na localidade de Vila Esperança, a sete quilômetros do centro urbano. Interpretadas como marcas de um pequeno dinossauro, as amostras foram inicialmente documentadas pelo Parque Científico e Tecnológico da Unesc (Iparque) e encaminhadas para análise do pesquisador Reinaldo Bertini, da Universidade Estadual Paulista (Unesp).
A relevância da área aumentou em 2022, com a publicação de um estudo no 27º Congresso Brasileiro de Paleontologia, realizado na Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), em Cuiabá. A análise do espécime UERJ-IC-170, extraído de uma pedreira em Turvo, revelou quatro pegadas com média de 13,41 centímetros, atribuídas a um Mammaliaformes. Trata-se do maior registro do grupo já identificado na Formação Botucatu e, possivelmente, em toda a Era Mesozoica.

Digitalização e cooperação institucional

Guardadas no Iparque desde 2004, as peças foram transferidas para o LabGeoRH após uma articulação entre o geólogo Gustavo Simão e a coordenadora do laboratório, Yasmine de Moura da Cunha, o que viabilizou a catalogação do material.
“Durante a visita, a equipe do Cenpaleo, que já estuda acervos da região e do Museu de Morro Grande, realizou o registro fotográfico e o escaneamento tridimensional de todo o acervo de marcas de dinossauros e mamíferos. O trabalho de digitalização lança as bases para uma cooperação técnica formal entre o LabGeoRH, o Cenpaleo e o Geoparque, impulsionando a pesquisa e a preservação do patrimônio geológico catarinense”, explicou Yasmine.

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