No mar, aquilo que o ser humano perde não desaparece. Uma rede que deixa de ser vista na praia ou no oceano pode permanecer no ambiente, presa entre pedras, carregada pela correnteza, enterrada na ...
Publicado por: Marciano Bortolin
em 28 de agosto de 2026
Tempo de leitura: 2 minutos.
No mar, aquilo que o ser humano perde não desaparece. Uma rede que deixa de ser vista na praia ou no oceano pode permanecer no ambiente, presa entre pedras, carregada pela correnteza, enterrada na areia ou misturada a outros resíduos. Mesmo fora do local onde foi utilizada, pode continuar representando risco à vida marinha.
Para quem passa pela praia, pode parecer apenas lixo. Para a acadêmica de Ciências Biológicas da Unesc Nicole de Moura, porém, cada fragmento encontrado levanta perguntas. De onde veio? Que tipo de petrecho é? Qual o tamanho da malha? Há quanto tempo está no ambiente? E, principalmente, aquele material pode representar uma ameaça para uma espécie que os pesquisadores acompanham de perto?
É a partir dessas questões que a estudante percorre a faixa de areia ao lado do professor e orientador Rodrigo Machado, nas proximidades das fozes dos rios Araranguá e Mampituba, no Sul catarinense.
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