Institucional

Julho das Pretas reúne mulheres negras na Unesc para celebrar memórias, ancestralidade e resistência

A Unesc sediou, no sábado (4/7), a 14ª edição do Julho das Pretas, iniciativa organizada pela ONG de Mulheres Negras Professora Maura Martins Vicência (MUNMVI) em parceria com o Núcleo de Estudos A...

Daniela Savi

Publicado por: Daniela Savi

em 6 de julho de 2026

Tempo de leitura: 4 minutos.

Julho das Pretas reúne mulheres negras na Unesc para celebrar memórias, ancestralidade e resistência

A Unesc sediou, no sábado (4/7), a 14ª edição do Julho das Pretas, iniciativa organizada pela ONG de Mulheres Negras Professora Maura Martins Vicência (MUNMVI) em parceria com o Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros, Indígenas e de Minorias (Neabi/Unesc). Com o tema "Corpos, Memórias e Ancestralidade: Mulheres Negras Produzindo Vida, Saúde e Resistência", o encontro reuniu mulheres negras de diferentes trajetórias para um momento de diálogo, fortalecimento coletivo e valorização das experiências construídas em seus territórios.

O Julho das Pretas integra uma agenda nacional de mobilização criada em 2013 pelo Instituto Odara, em alusão ao Dia Internacional da Mulher Negra Afro-Latino-Americana e Caribenha, celebrado em 25 de julho.

A abertura do evento contou com a participação da pró-reitora de Ensino, Graziella Fátima Giacomazzo, da coordenadora do Neabi, Normélia Ondina Lalau de Farias, e da professora de Educação Física e mestranda do Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento Socioeconômico (PPGDS), Ana Caroline Damázio da Costa, que representou os estudantes do Núcleo, da pós-graduação e da MUNMVI.

A mediação foi conduzida por Ana Caroline Damázio e pela biomédica e mestranda do Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva (PPGSCOL), Aline Cristina Vieira de Lima.

Durante sua fala de abertura, Ana Caroline destacou que o encontro foi pensado para reconhecer as mulheres negras que transformam diariamente suas comunidades, muitas vezes longe dos espaços de visibilidade, mas fundamentais na construção de redes de cuidado, conhecimento e resistência. Em seguida, conduziu a dinâmica "Nossos Passos Vêm de Longe", na qual cada participante recebeu um card para escrever o nome de uma mulher negra que marcou sua trajetória. Os cartões foram fixados em um mural coletivo, acompanhado por fotografias de mulheres negras que fazem parte da história pessoal e acadêmica da mediadora, compondo um espaço de memória, homenagem e reconhecimento das ancestrais e contemporâneas que seguem inspirando novas gerações.

Antes do início da roda de conversa, algumas participantes compartilharam suas expectativas para a atividade. Para Myrella Olivia, o encontro representa uma oportunidade de fortalecimento coletivo. “Eu espero muita cultura, muita diversidade, muita difusão de conhecimento e compartilhamento de informações entre mulheres negras e a potencialização dos nossos trabalhos e carreiras”, disse.

A participante Enilda Maria Sebastiana dos Santos ressaltou a importância dos encontros entre mulheres negras como espaços de troca e transformação social. “A expectativa é que seja um encontro onde a gente possa trocar experiências e também adquirir conhecimentos sobre nós, pretas. Quando a gente se une, a gente fica em movimento, e o movimento traz mudanças para as novas juventudes. É isso que a gente espera”, comentou.

Para Ívina Jacinto Fidelis que já acompanha o Julho das Pretas em outras edições, a expectativa era de continuidade e crescimento da iniciativa. “Espero que seja tão bom quanto os anos anteriores. Essa é a minha expectativa”, frisou.

Ao final da programação, as participantes foram convidadas para um momento de confraternização durante o coffee break, fortalecendo vínculos, ampliando diálogos e compartilhando experiências construídas ao longo da tarde.

Entre as manifestações recebidas após o evento, a psicóloga e psicanalista Cristina Adriana Rodrigues Kern, destacou a emoção ao acompanhar a mediação realizada por Ana Caroline Damázio. “Queria dar os parabéns para a Ana Damázio pela forma como construiu a fala e o trabalho de hoje. Fiquei emocionada com a potência da fala dela. Sou psicóloga e psicanalista, já há algum tempo na trajetória de letramento racial, e fico à disposição para auxiliar nessa caminhada antirracista e na proposta de construir um contexto mais justo”, afirmou.

 

Tags:

Institucional

Copyright 2026 © UNESC. Todos os direitos reservados. Política de privacidade

Entrar no grupo