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Com protagonismo feminino, Unesc lança Semana de Ciência e Tecnologia 2026

A Unesc inaugurou nesta sexta-feira (24/4), um novo ciclo da produção científica institucional com o lançamento da 17ª edição da Semana de Ciência e Tecnologia (SCT) e do 4º Prêmio Mulheres na Ciên...

Marciano Bortolin

Publicado por: Marciano Bortolin

em 26 de abril de 2026

Tempo de leitura: 4 minutos.

Com protagonismo feminino, Unesc lança Semana de Ciência e Tecnologia 2026

A Unesc inaugurou nesta sexta-feira (24/4), um novo ciclo da produção científica institucional com o lançamento da 17ª edição da Semana de Ciência e Tecnologia (SCT) e do 4º Prêmio Mulheres na Ciência.

A programação combinou reconhecimento e projeção. Na mesma noite, a Universidade entregou as premiações da SCT 2025 e da Feira de Ciência de 2025, ao mesmo tempo em que apresentou o novo edital voltado ao protagonismo feminino na pesquisa em um movimento que conecta trajetória e futuro dentro do ambiente acadêmico.

“Transformamos este momento em uma direção clara sobre o papel da Unesc na ciência e na sociedade. A Semana de Ciência e Tecnologia reafirma a essência da nossa Universidade como uma Instituição que produz, compartilha e transforma conhecimento. A SCT e o Prêmio Mulheres na Ciência caminham juntos no propósito de formar, inspirar e impulsionar o futuro com mais qualidade e inovação”, afirmou a reitora licenciada e secretária de Estado da Educação, Luciane Bisognin Ceretta.

Conforme ela, o evento consolida o principal espaço institucional de difusão científica. “É onde a ciência ganha vida, pesquisas conectam teoria e prática e projetos aproximam Universidade e sociedade com a promoção da transformação social por meio do conhecimento”, sustentou.

Ciência como percurso formativo

A cerimônia de lançamento da SCT também mobilizou a dimensão formativa da ciência. Para a reitora em exercício, Gisele Silveira Coelho Lopes, a iniciativa ultrapassou o caráter de evento e se configura como experiência estruturante na trajetória acadêmica.

“A Semana de Ciência e Tecnologia é uma grande escola. Ao apresentar um trabalho, defender uma ideia e dialogar com avaliadores, o estudante desenvolve senso crítico, analítico e propositivo. “Na ciência encontramos um espaço de inclusão, emancipação e transformação. Foi a ciência que nos trouxe até aqui após a pandemia. Valorizar esse ambiente é fundamental para projetar o futuro”, ressaltou.

“Nosso compromisso é fortalecer o protagonismo feminino e dar respostas a uma reparação histórica. As mulheres são maioria, mas ainda ocupam menos espaços de liderança. A universidade precisa assumir esse papel”, acrescentou Gisele.

Protagonismo e diversidade na agenda científica

A 17ª edição da SCT já nasce com um eixo temático definido: “Mulheres e Juventude na Ciência”. A coordenadora do evento, Gislaine Zilli Réus, destaca a proposta como um convite à mobilização institucional.

“É um tema que valoriza a diversidade e o protagonismo. Queremos envolver Ensino, Pesquisa e Extensão em uma programação que estimule a participação de toda a comunidade acadêmica”, explicou.

A programação completa será divulgada nas próximas semanas, com atividades distribuídas entre apresentações científicas, debates e experiências formativas que integram diferentes áreas do conhecimento. “Destacar a importância da ciência desde o início da graduação é fundamental. Muitos estudantes ainda não dimensionam o impacto da iniciação científica na formação e na trajetória profissional”, observou a pró-reitora de Pesquisa, Pós-graduação, Inovação e Extensão, Vanessa Moraes de Andrade.

Comunicação científica ganha novas linguagens

A noite também abriu espaço para discutir como a ciência se comunica com a sociedade. A palestra da pesquisadora Mellanie Fontes-Dutra propôs olhar direto sobre esse desafio, com o tema “Contando Fofocas Sobre Ciência”.

Ao explorar a lógica narrativa das “fofocas” como estratégia de engajamento, a pesquisadora defendeu a adaptação da linguagem científica para ampliar alcance e compreensão. “Quando contamos uma boa história, com contexto e reviravoltas, mantemos a atenção das pessoas do início ao fim. E o mais interessante é que elas passam adiante de forma orgânica”, explicou.

A proposta aponta para um cenário em que a comunicação científica precisa dialogar com novas dinâmicas de consumo de informação, incorporando formatos mais acessíveis sem perder rigor.

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