O Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (Neabi) promoveu, na sexta-feira (15/5), uma tarde de atividade lúdica e reflexiva com os alunos do 1º ao 5º ano do Colégio Unesc. A iniciativa é re...
Publicado por: Marcela Barrozo
em 15 de maio de 2026
Tempo de leitura: 3 minutos.
O Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (Neabi) promoveu, na sexta-feira (15/5), uma tarde de atividade lúdica e reflexiva com os alunos do 1º ao 5º ano do Colégio Unesc. A iniciativa é referente ao Maio Negro e abordou a pluralidade dos tons de pele e o combate ao preconceito étnico-racial de forma acessível para o público infantil.
O encontro começou com a exibição de um vídeo temático. Logo após a exibição, os estudantes participaram de um debate aberto para compartilhar as suas percepções. Na sequência, os alunos receberam uma atividade e caixas de lápis de cor com variados tons de pele.
O desafio proposto foi que cada criança pintasse o boneco de acordo com a forma como se vê e, em seguida, retratasse o colega ao lado. Ao final, cada turma levou os desenhos produzidos para suas respectivas salas de aula, com o objetivo de montar um painel coletivo da atividade.
A dinâmica foi montada para que os pequenos percebessem de forma prática que, embora existam diferenças visíveis como o tom da pele, o formato do cabelo e a cor dos olhos, todos são seres humanos únicos. A professora Normélia Ondina Lalau de Farias, coordenadora do Neabi , explica que o foco principal foi a compreensão sobre igualdade.
“Buscamos desenvolver atividades para trazer para eles o quanto é importante a gente se perceber nos diversos meios enquanto seres humanos únicos que somos”, destacou. 
Segundo a docente, o entendimento da individualidade é o primeiro passo para a construção de um ambiente escolar saudável. “Apesar de sermos únicos, somos na realidade pessoas. Por essa razão, o tratamento com as diferenças precisa ser de forma respeitosa”, complementa.
A ação focou na infância justamente por entender que as crianças são peças fundamentais para a mudança geracional, capazes de consolidar uma sociedade futura mais justa e acolhedora.
“Queremos que a sociedade que vem adiante, se formando a partir deles, venha de maneira mais igualitária, mais equilibrada, e que perceba o outro e aceite o outro como ele é”, conclui.
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