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Unesc realiza palestra sobre análise que aborda o papel político da infância no século 20

A convite do Núcleo Interdisciplinar de Estudos de Gênero (Niegen), vinculado ao Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento Socioeconômico (PPGDS) da Unesc, a professora Elisangela da Silva Machi...

Marcela Barrozo

Publicado por: Marcela Barrozo

em 19 de junho de 2026

Tempo de leitura: 3 minutos.

Unesc realiza palestra sobre análise que aborda o papel político da infância no século 20

A convite do Núcleo Interdisciplinar de Estudos de Gênero (Niegen), vinculado ao Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento Socioeconômico (PPGDS) da Unesc, a professora Elisangela da Silva Machieski, realizou a atividade “Cartas ao poder: práticas epistolares infantis e cultura política nas Ditaduras Ibéricas e no Estado Novo brasileiro”, reunindo docentes, pesquisadores, estudantes e integrantes da comunidade acadêmica interessados nas relações entre infância, gênero, cultura política e regimes autoritários.

A pesquisadora vinculada ao programa Marie Skłodowska-Curie, apresentou sua mais recente pesquisa, dedicada à análise de cartas escritas por crianças e adolescentes a líderes políticos de Portugal, Espanha e Brasil ao longo do século 20.

A pesquisadora é ligada à Universidade Complutense de Madrid e egressa do curso de História da Unesc.

“O conjunto documental, preservado em arquivos dos três países, constitui uma fonte singular para compreender como meninas e meninos se apropriaram de linguagens políticas, símbolos nacionais e formas de interlocução com o poder em contextos autoritários”, explicou a pesquisadora.

Crianças como sujeitos políticos e a escrita no século 20

Ao longo da atividade, a docente destacou que o estudo busca compreender as crianças não apenas como destinatárias das políticas educativas e de propaganda desses regimes, mas também como sujeitos que participaram da cultura política de seu tempo por meio da escrita. 

“A análise das correspondências investigou processos de socialização política, a recepção de discursos oficiais e as emoções na construção de identidades e pertencimentos nacionais. A pesquisa também mostrou como marcadores de gênero atravessam as experiências infantis, influenciando expectativas, participação e representações sobre cidadania, autoridade e nação”, acrescentou Elisangela Machieski.

A pesquisadora explicou durante a palestra, que a pesquisa adota uma perspectiva transnacional para comparar as relações entre infância, nacionalismo e poder político no século XX em Portugal, Espanha e Brasil. Ao focar em sujeitos pouco considerados pela historiografia tradicional, o estudo traz novas interpretações sobre o Estado Novo e os regimes autoritários ibéricos a partir de questões de infância, gênero e culturas políticas.

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