Os corredores, laboratórios e espaços de aprendizagem da Unesc se transformaram em um verdadeiro caminho de descobertas para estudantes do 3º ano do Ensino Médio da Escola de Educação Estadual João...
Publicado por: AgeCom Unesc
em 26 de maio de 2026
Tempo de leitura: 6 minutos.
Os corredores, laboratórios e espaços de aprendizagem da Unesc se transformaram em um verdadeiro caminho de descobertas para estudantes do 3º ano do Ensino Médio da Escola de Educação Estadual João Frassetto, de Criciúma, na manhã desta terça-feira (26/5). Acompanhados de professores, eles mergulharam no universo acadêmico por meio do Projeto Vida e Carreira, iniciativa institucional voltada ao autoconhecimento, orientação profissional e construção de perspectivas para o futuro.
Durante a visita, os alunos conheceram diferentes cursos e ambientes da Universidade, por meio de experiências práticas e o contato com áreas que despertam sonhos e possibilidades profissionais. O roteiro passou pelo Centro de Documentação (Cedoc), vinculado ao curso de História; pelo Laboratório de Ensino de Ciências, do curso de Ciências Biológicas; pelo Laboratório de Práticas de Ensino de Línguas (Lapel), do curso de Letras; pelo Laboratório de Matemática; pela Brinquedoteca da Pedagogia; pelos espaços de Artes Licenciatura e Artes Cênicas, incluindo a sala de escultura e cerâmica; além do Complexo Esportivo da Educação Física.
Entre os estudantes, a experiência já começa a fortalecer escolhas profissionais. A aluna Paola da Rosa Dias, moradora do bairro Santa Luzia, saiu ainda mais encantada com o curso de Pedagogia. O interesse pela área já fazia parte da sua história familiar, já que o irmão e a cunhada são professores, e o desejo de atuar na Educação Infantil só ganhou mais força após a visita. “Foi uma experiência muito especial porque ajudou a confirmar ainda mais aquilo que eu quero para o meu futuro”, comentou.
Identificação
Quem também encontrou identificação durante a atividade foi Elijah Batista Felisberto, de São Defende. Apaixonado por Artes Visuais, ele conta que desenha desde a infância, escreve poemas, compõe músicas e gosta de expressar sentimentos por meio da arte. “Eu adorei conhecer os espaços da Universidade, saber mais sobre os cursos e ter o contato com os professores”, contou.
Conforme a coordenadora do projeto, Gislene Camargo, a proposta busca auxiliar os estudantes justamente em um dos momentos mais importantes da vida escolar, que é a definição dos próximos passos após o Ensino Médio.
“O objetivo do projeto é construir, junto aos estudantes, um plano de carreira, auxiliando especialmente aqueles que estão concluindo o terceirão e vivendo o momento de decidir os próximos passos, como o ingresso na Universidade e a escolha profissional. A proposta busca ampliar essa visão de futuro e ajudá-los a refletir sobre suas possibilidades”, destacou.
Segundo Gislene, o projeto será desenvolvido em etapas. Neste primeiro momento, os estudantes visitam a Universidade e conhecem alguns cursos e ambientes acadêmicos. Posteriormente, coordenadores retornarão às escolas para aprofundar discussões sobre carreira, mundo do trabalho, oportunidades de bolsas e formação profissional.
A dinâmica, conforme ela, foi pensada de forma diferente neste ano. Primeiro, os estudantes vivenciam a Universidade e têm contato direto com os cursos. Depois, participam das atividades de orientação profissional promovidas também pelo Programa de Orientação Profissional (POP), tornando a reflexão mais concreta e conectada com aquilo que já puderam visualizar na prática.
“Outro diferencial do projeto é a escuta dos estudantes. Ao longo das visitas, a equipe também coleta feedbacks para identificar quais cursos despertam maior interesse e quais áreas os alunos desejam conhecer mais profundamente”, explica Gislene.
Até o fim do ano, a expectativa é entregar às escolas um material orientativo, em formato de revista ou ebook, reunindo informações sobre os cursos da Universidade, elaboração de plano de carreira e orientações sobre metas e objetivos profissionais.
Enquanto um grupo de alunos explorava o campus da Unesc, outro se surpreendia com as possibilidades dos laboratórios do Parque Científico e Tecnológico (Iparque). Durante o tour, eles visitaram os laboratórios das engenharias Química, de Produção, de Materiais, entre outros, além do Centro de Estudos em Geoprocessamento e Meio Ambiente (Cegeo). Ao longo do percurso, acompanharam, ainda, demonstrações práticas e tiveram contato com equipamentos, pesquisas e aplicações desenvolvidas dentro da Universidade.
Para encerrar a programação, os 31 estudantes participaram de uma disputa saudável na pista do projeto de Extensão Ciência da Velocidade. Maria Laura Formentin, de 17 anos, que não conhecia o local, afirmou que a experiência ampliou a percepção sobre as possibilidades da área. “Nos falaram que são mais de 30 laboratórios. Tem muita coisa interessante”, observou.
A assessora pedagógica da área de Ciências, Engenharias e Tecnologias (CET), Paula Tramontim, ressaltou que o encontro teve como principal objetivo aproximar os jovens das diferentes áreas das engenharias, apresentando possibilidades de atuação profissional, além de proporcionar uma vivência prática na infraestrutura do Iparque.
Conforme ela, muitos alunos desconheciam parte das graduações e estruturas apresentadas durante a atividade, o que reforça a importância da aproximação entre Universidade e escola.
“A experiência foi enriquecedora e significativa, pois possibilitou ampliar o conhecimento sobre as diferentes engenharias ofertadas e as múltiplas áreas de atuação”, destacou.
O professor Wagner Fonseca, responsável pelas disciplinas de Sociologia e História da turma do terceiro ano do Ensino Médio, ressaltou que atividades como essa ajudam os jovens a compreenderem de forma mais concreta o significado das engenharias.
“Muitas vezes os nossos alunos ficam receosos sobre a graduação que irão escolher. Uma visita como essa abre portas e dá um norte sobre possibilidades que eles não conheciam”, afirmou.
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