Doutorando do Programa de Pós-Graduação em Ciências Ambientais (PPGCA) da Unesc, Suliano Ferrasso, retornou de um período de doutorado sanduíche em Portugal, realizado no Instituto Politécnico de T...
Publicado por: Marcela Barrozo
em 13 de agosto de 2026
Tempo de leitura: 4 minutos.
Doutorando do Programa de Pós-Graduação em Ciências Ambientais (PPGCA) da Unesc, Suliano Ferrasso, retornou de um período de doutorado sanduíche em Portugal, realizado no Instituto Politécnico de Tomar e no Instituto Terra e Memória, instituições vinculadas entre si. A experiência fortaleceu a pesquisa sobre a alimentação de grupos pré-coloniais no litoral do extremo sul catarinense, na área da zooarqueologia.
Bacharel e mestre em Ciências Biológicas, Ferrasso atua no doutorado com orientação do professor Juliano Bitencourt Campos, da Unesc, em coorientação com o professor Paulo DeBlasis, da Universidade de São Paulo (USP). Em Portugal, contou com a supervisão do professor Luiz Miguel Oosterbeek, do Instituto Politécnico de Tomar.
A viagem ao exterior foi viabilizada por uma bolsa vinculada ao projeto "Arqueologia Entre Rios", voltado à análise da distribuição, composição e cronologia de sambaquis e sítios correlatos no litoral do Extremo Sul catarinense, contemplado pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) por meio de edital universal. No Brasil, o pesquisador também conta com apoio de bolsa da Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado de Santa Catarina (Fapesc).
Durante o período em Portugal, ele avançou significativamente na escrita de um artigo científico, iniciado no Brasil e desenvolvido com o apoio da orientação portuguesa.
"Esse período foi uma imersão muito intensa, que me trouxe muito conhecimento acadêmico. Tive contato com muita bibliografia, muita orientação, muita reunião e conversa com o professor Oosterbeek. Academicamente foi muito produtivo", relata Ferrasso.
Durante a estadia, o doutorando acompanhou como ouvinte, disciplinas do curso de Arqueologia do Patrimônio, em uma turma com estudantes de diferentes nacionalidades, entre eles colegas da Grécia, do Paquistão, da Polônia, da Espanha e de Portugal.
Ele ainda ministrou três oficinas voltadas aos colegas do curso, relacionadas à sua área de pesquisa. Também participou de eventos acadêmicos, entre eles um seminário de campo com apresentações de pesquisa pela manhã e visitas a sítios arqueológicos da região à tarde, que incluíram a observação de monumentos megalíticos.
Além do avanço acadêmico, a experiência em Portugal também foi marcada por trocas culturais no dia a dia. Suliano dividiu moradia estudantil com um colega do Paquistão, com quem se comunicava principalmente em espanhol, e destaca a troca de hábitos alimentares e culturais como um dos pontos mais marcantes da convivência.
"Pessoalmente também foi muito bacana a experiência, no sentido de ter contato com pessoas que têm religiões e modos de comer diferentes. Meu colega de quarto fazia questão de sempre preparar um prato típico da culinária dele para que eu experimentasse. Essas trocas foram muito boas, tanto com ele quanto com colegas e professores portugueses", conta o doutorando.
Para Suliano, a experiência internacional reforçou o valor da imersão em outras realidades acadêmicas e culturais, tanto no campo científico quanto no pessoal. Segundo ele, esse tipo de vivência amplia a forma como o pesquisador se enxerga dentro de novos contextos, como alguém capaz de aprender, mas também de contribuir com o ambiente em que está inserido.
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