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Pesquisa de Artes Visuais investiga tradições locais e confirma exposição coletiva em Criciúma

Acadêmicos do curso de Artes Visuais participantes do projeto de pesquisa “Histórias Silenciadas: o lugar do invisível na produção artística, cultural e patrimonial do Extremo Sul catarinense” real...

Marcela Barrozo

Publicado por: Marcela Barrozo

em 1 de outubro de 2026

Tempo de leitura: 3 minutos.

Pesquisa de Artes Visuais investiga tradições locais e confirma exposição coletiva em Criciúma

Acadêmicos do curso de Artes Visuais participantes do projeto de pesquisa “Histórias Silenciadas: o lugar do invisível na produção artística, cultural e patrimonial do Extremo Sul catarinense” realizaram, na última semana, uma viagem regional de estudos. A travessia de campo funcionou como um laboratório de processos artísticos e imersão cultural, coletando vestígios históricos fora das narrativas oficiais.

O roteiro do grupo contemplou pontos estratégicos de Orleans, como o Museu ao Ar Livre Princesa Isabel e o Paredão Zé Diabo. Em Urussanga investigaram a tradição gastronômica na Vinícola Casa Del Nonno, visitou a escultura da Pietá na Paróquia Nossa Senhora da Conceição e passou pelo Parque Municipal Ado Cassetari Vieira, estendendo o circuito até Cocal do Sul.

“A ideia é que o contato direto com os territórios revele camadas até então invisíveis das histórias locais, e que dessas camadas surjam questões capazes de se transformar em experiências e trabalhos artísticos”, ressalta a coordenadora do projeto, Aurélia Regina de Souza Honorato.

A ação é vinculada ao Laboratório de Linguagens e Humanidades (Lalih) da Unesc e conta com o suporte financeiro da Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado de Santa Catarina (Fapesc).

“O objetivo essencial é realizar uma cartografia afetiva para tensionar os limites do patrimônio tradicional, dando voz a sujeitos e memórias coletivas que costumam permanecer à sombra das versões historiográficas eurocêntricas”, explica a professora.

Com a conclusão da etapa de campo, os acadêmicos e docentes iniciaram a fase de oficinas e produção artística individual, que se estenderá até o dia 3 de novembro. 

Os materiais visuais, textuais e conceituais acumulados durante a expedição pelas cidades vizinhas servirão de insumo para os laboratórios criativos da Universidade sob acompanhamento curatorial.

O resultado do projeto de Extensão e Pesquisa será apresentado à comunidade regional por meio de uma exposição coletiva gratuita. A abertura oficial da mostra está agendada para o dia 6 de novembro, às 19h30, na Galeria de Arte Contemporânea do Centro Cultural Jorge Zanatta.

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