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Literatura ganha vida no palco do Pedagogia (en) Cena

Fadas, Branca de Neve e os sete colegas inseparáveis, Alice e seus amigos vindos diretamente do País das Maravilhas ganharam vida no palco do Auditório Ruy Hülse nesta segunda-feira (5/10). Interpr...

Marciano Bortolin

Publicado por: Marciano Bortolin

em 5 de outubro de 2026

Tempo de leitura: 4 minutos.

Literatura ganha vida no palco do Pedagogia (en) Cena

Fadas, Branca de Neve e os sete colegas inseparáveis, Alice e seus amigos vindos diretamente do País das Maravilhas ganharam vida no palco do Auditório Ruy Hülse nesta segunda-feira (5/10). Interpretados por acadêmicos e professores do curso de Pedagogia da Unesc, os personagens conduziram crianças de escolas de Criciúma e região por uma viagem pelo universo da literatura, durante o Pedagogia (en) Cena 2026.

A peça “Onde mora o amor” foi apresentada em três sessões, às 14h, 15h30min e 19h30min. Nas duas primeiras, o público foi formado por estudantes convidados de escolas da região. A sessão noturna reuniu acadêmicos, professores e comunidade.

A narrativa partiu da pergunta: onde mora o amor? A busca pela resposta levou as crianças até uma biblioteca, espaço de encontro com livros, personagens e novas possibilidades de imaginar. A professora do curso de Pedagogia da Unesc e autora da história, Gislene Camargo, escreveu a narrativa a partir das discussões presentes na formação acadêmica e das experiências levadas pelas estudantes das escolas.

Ao todo, em torno de 600 crianças de oito escolas da região assistiram às apresentações. “Todo ano escrevo uma história para o Pedagogia (en) Cena. A escrita parte do que estamos vivendo na Pedagogia e discutindo sobre educação, inclusive a partir do que os estudantes trazem das experiências nas escolas. Neste ano, o tema foi a literatura e o quanto pode ajudar a viver melhor o tempo”, explica Gislene.

O Coelho de Alice ocupou um papel importante nessa reflexão. Com o relógio sempre à mão e a pressa como característica, o personagem representou uma rotina marcada pela velocidade. A história também abordou a influência das telas e do uso constante do celular na percepção do tempo.

“A biblioteca aparece como contraponto à correria. Entre livros e personagens, a narrativa convidou as crianças a desacelerar, imaginar e descobrir novas formas de olhar para o mundo”, completa Gislene.

Formação pela experiência

Para a reitora em exercício da Unesc, Gisele Silveira Coelho Lopes, a experiência com a arte integra a formação oferecida pela Universidade e amplia as possibilidades de desenvolvimento dos estudantes.

“Parabéns a todos os atores e atrizes que se disponibilizaram para fazer este espetáculo maravilhoso e reconhecer o trabalho realizado com tanto carinho e amor. Na Unesc, a formação do estudante é centrada na experiência. Quando passa pelo processo de desenvolver uma metodologia pautada na desenvoltura do corpo, da mente e também do sensível, encontra o lugar de formação que a nossa Universidade escolhe construir”, afirma.

Conforme  Gisele, a presença da arte e da cultura na formação também contribui para a expressão e para a capacidade de perceber o mundo de outras formas. “Quando a arte e a cultura estão presentes na formação, temos resistência e a possibilidade de expressar o melhor da nossa existência. As histórias contadas aqui representam o lúdico e nos convidam a ampliar a capacidade de enxergar o sensível ao nosso redor, percebendo que a arte transforma e liberta”, destaca.

“A Unesc é uma Universidade que se faz pelas pessoas, por aquelas que escolhem este lugar para transformar as próprias vidas pela educação. É nisso que acreditamos. Desde a criança até o adulto, acreditamos que a educação muda vidas e muda histórias, assim como mudou a minha vida”, completa.

 

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