O curso de Arquitetura e Urbanismo da Unesc promoveu, entre os dias 4 e 20 de agosto, mais uma edição do Grupo Interfases, atividade acadêmica integrada que reúne estudantes matriculados nas discip...
Publicado por: Marcela Barrozo
em 26 de agosto de 2026
Tempo de leitura: 3 minutos.
O curso de Arquitetura e Urbanismo da Unesc promoveu, entre os dias 4 e 20 de agosto, mais uma edição do Grupo Interfases, atividade acadêmica integrada que reúne estudantes matriculados nas disciplinas de Projeto de Arquitetura, Urbanismo e Paisagismo da segunda à oitava fase. Nesta edição, o desafio foi projetar a cidade a partir da perspectiva da primeira infância.
O objeto de estudo foi um vazio urbano de aproximadamente 20 hectares, localizado entre os bairros Santo Antônio e Vila Floresta II, em Criciúma. A partir do diagnóstico da área, as equipes desenvolveram propostas de intervenção para a implantação de um bairro de uso misto, concebido segundo os princípios das Cidades Amigáveis à Primeira Infância.
"A atividade baseou-se na abordagem Urban95, que propõe planejar a cidade sob a perspectiva de uma criança de 95 centímetros. Esse ponto de vista revela barreiras, riscos e oportunidades ignorados no planejamento tradicional, priorizando segurança viária, acessibilidade, mobilidade ativa, contato com a natureza, lazer e convivência nos espaços públicos", explica a coordenadora do curso de Arquitetura e Urbanismo, Aline Eyng Savi.
Ao longo do workshop, os acadêmicos participaram de atividades de campo, assessoramentos técnicos e conceituais e momentos de produção coletiva, com equipes formadas por estudantes de diferentes fases. Entre as diretrizes trabalhadas estavam rotas seguras para a primeira infância, calçadas acessíveis e arborizadas, redução de velocidade de veículos, corredores verdes, praças, pocket parks e a articulação entre moradias, comércios, serviços e equipamentos comunitários.
"Ao reunir estudantes de diferentes fases em torno de um mesmo problema urbano, o Grupo Interfases promove a troca de conhecimentos e o trabalho colaborativo. Pensar o espaço urbano a partir da escala da criança amplia o olhar dos futuros arquitetos e urbanistas e evidencia que cidades mais seguras e acolhedoras para a infância também são melhores para todas as pessoas", destaca Aline.
As apresentações e defesas ocorreram nos dias 18 e 20 de agosto, com as equipes apresentando pranchas e pitches que exercitam representação gráfica, síntese e comunicação oral.
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