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Enlace reúne fotografias do projeto Documentadas em exposição em Criciúma

A fotografia como registro de afetos, encontros e histórias de mulheres é o ponto de partida da exposição Enlace, que reúne parte do arquivo construído pela fotógrafa criciumense Fernanda Piccolo p...

Daniela Savi

Publicado por: Daniela Savi

em 27 de agosto de 2026

Tempo de leitura: 3 minutos.

Enlace reúne fotografias do projeto Documentadas em exposição em Criciúma

A fotografia como registro de afetos, encontros e histórias de mulheres é o ponto de partida da exposição Enlace, que reúne parte do arquivo construído pela fotógrafa criciumense Fernanda Piccolo por meio do projeto Documentadas. A mostra, que ocorre na Sala Edi Balod, na Unesc, marca a primeira exposição individual da artista em sua cidade natal e permanece aberta à visitação até o dia 3 de setembro.

Idealizado por Fernanda, o projeto nasceu do desejo de produzir e reunir registros de relações afetivas entre mulheres. Ao longo do percurso, a fotógrafa vem construindo um arquivo formado por encontros, gestos, intimidades e histórias que encontram na fotografia uma forma de permanecer no tempo.

Em Enlace, parte desse acervo chega ao espaço expositivo. As imagens apresentam mulheres, seus encontros e relações e gestos que fazem parte da intimidade. Ao serem fotografados, esses momentos passam também a integrar uma memória compartilhada.

“A exposição também parte de uma ausência. Poucas imagens de relações afetivas entre mulheres atravessaram o tempo e chegaram aos arquivos que constituem nossa memória coletiva. Muitas permaneceram guardadas, escondidas ou simplesmente desapareceram. Nesse sentido, fotografar é também uma forma de contar a própria história e fazer com que essas experiências permaneçam”, explica Fernanda.

O título da exposição está relacionado, segundo a fotógrafa, àquilo que aproxima e cria vínculos. Uma fotografia encontra outra, uma história se aproxima de outra e diferentes tempos passam a habitar um mesmo arquivo. O afeto aparece, assim, associado também à dimensão política da memória e à resistência diante das diferentes formas de silenciamento e apagamento.

Para a coordenadora do curso de Artes Visuais, Daniele Zacarão, a exposição representa um momento significativo na trajetória da artista e na relação com sua cidade natal.

“Ao realizar sua primeira exposição individual em Criciúma, Fernanda traz para sua cidade natal um projeto construído a partir da fotografia, da memória e das relações entre mulheres. A abertura no Dia Mundial da Fotografia e no Dia Nacional do Orgulho Lésbico reforça algo que já está presente nas imagens. Fotografar também pode ser uma maneira de afirmar que essas histórias existem, importam e merecem permanecer”, comenta.

 

 

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