O que difere o professor da atualidade para aquele de décadas atrás? Quais as competências necessárias para o trabalho de excelência do docente diante de um cenário de tantos estímulos e informaçõe...
Publicado por: Mayara Cardoso
em 14 de outubro de 2023
Tempo de leitura: 8 minutos.
O que difere o professor da atualidade para aquele de décadas atrás? Quais as competências necessárias para o trabalho de excelência do docente diante de um cenário de tantos estímulos e informações por todos os lados? A resposta destes questionamentos são amplas e fazem parte do constante processo de atualização na Unesc.
A Universidade, que conta com mais de 750 professores e forma, há 55 anos, novas gerações de profissionais do saber e do transmitir conhecimento, exerce papel de protagonista na missão de ensinar a ensinar.
Neste Dia do Professor (15/10), a Universidade promove a reflexão sobre as competências contemporâneas do professor universitário e da educação básica.
Para a reitora Luciane Bisognin Ceretta, ao ocupar este espaço com dedicação o profissional merece reconhecimento pelo papel excepcional que exerce na sociedade. “Precisamos valorizar e enaltecer o papel desses profissionais que escolhem a docência como missão, que lutam na constante atualização em nome do bem ensinar. São constantes desafios sustentados pelo desejo de colaborar com a formação do outro. Isso é muito especial”, destaca.
Um ecossistema como o da Universidade, que pulsa transformação de vidas e vibra conhecimento, tem como base o professor e sua dedicação. “Eles são protagonistas em todas as áreas. Capazes de inspirar, motivar, ser a mola propulsora na vida dos estudantes. Temos aqui o esforço de cada um que se transforma em uma força sem tamanho”, acrescenta.
Diretor de Ensino de Graduação da Unesc, Marcelo Feldhaus lida diretamente com os desafios do cenário da educação e precisa estar sempre à frente na busca de soluções e caminhos a apontar na Universidade.
Para ele, uma das principais inquietações do professor da atualidade é a integração das tecnologias digitais ao processo de ensino e aprendizagem. “Isso tudo mantendo o engajamento, autonomia e protagonismo dos estudantes em um ambiente repleto de distrações e adaptando-se às constantes mudanças no cenário educacional”, comenta.
Para ele, entre o que era considerado ideal no passado e o que se espera da educação atual e futura, alguns aspectos devem ser mantidos. “No modelo de ensino e aprendizagem tradicional, é possível manter a valorização do relacionamento professor-estudante e a importância da interação humana no processo educativo de modo dialógico. No entanto, é preciso alterar a abordagem centrada apenas no professor, incorporando abordagens pedagógicas mais participativas, colaborativas, flexíveis e adaptadas às necessidades individuais dos estudantes, bem como integrando tecnologias e recursos digitais para diversificar a experiência de aprendizagem”, acrescenta.
A professora Gislene Camargo, coordenadora-adjunta do curso de Pedagogia, assessora pedagógica da Diretoria de Ensino e dona de vasta experiência na educação infantil na bagagem, avalia que mesmo que tudo mude, o que permanece é a essência da educação.
“As pessoas não são as mesmas, o mundo não é o mesmo, mas a essência do educar é a mesma”, garante.
Apesar da necessidade de ensinar sobre inovação e tecnologia, conforme Gislene, o conceito de ensinar com atividades práticas desde a infância segue sendo promissor.
“Na educação infantil por exemplo, hoje há uma corrente muito forte que fala sobre o ‘desemparedamento’ da criança, ou seja, tirá-la das quatro paredes. Isso porque temos outros jeitos de aprender, problematizando, investigando. Um conceito que conversa muito com a prática acadêmica também, mas é uma realidade já desde os primeiros anos de escola e faz toda a diferença”, acrescenta.
Em ambos os cenários os desafios são muitos. Mesmo com a tecnologia a favor da educação, as mudanças de hábitos cenários fazem com que seja necessário se ressignificar. Neste processo de novos significados, conforme Gislene, se destaca a importância de formar professores preparados para lidar com todas as diferenças.
“Há muitos anos quando fiz a graduação nós não tínhamos essa visão sobre os diferentes alunos. Hoje, ao formar profissionais nas Licenciaturas, temos um olhar muito cuidadoso à singularidade em todos os sentidos. Prezamos pela formação de professores que saibam acolher, instruir e ensinar. Não precisarão dominar todas as teorias, mas precisam saber lidar com situações reais, fazer os encaminhamentos corretos e o acolhimento quando necessário. Assim eles estarão prontos”, detalha a professora.
Para ela, seja na escola de educação infantil ou na Universidade, os desafios são proporcionais. “Ensinar crianças é tão complexo quanto para acadêmicos. São níveis diferentes de conhecimento, mas todos de extrema importância em cada processo. Seja onde for, o professor deve ser exemplo, inspiração e incentivo. Vibrar com a conquista de um aluno é o que nos move. É isso o que transmitimos àqueles que serão os professores daqui para frente”, define.
A Unesc é referência em toda a região na formação de professores para a educação básica. Com investimento próprio como colaboração ao desenvolvimento da região, a Universidade tradicionalmente oferece bolsas de estudo nos cursos de Artes Visuais, Ciências Biológicas, Ciências da Religião, Física, História, Geografia, Letras/Língua Portuguesa, Letras/Inglês, Matemática, Pedagogia e Química, sendo a responsável, há décadas, pela formação dos professores que estão em salas de aula em toda a região Sul de Santa Catarina.
“Costumamos dizer que esse é um dos grandes papeis da Unesc na sociedade. Temos orgulho em dizer que os nossos egressos ocupam espaços de destaque nas salas de aula e fazem a diferença em seus espaços. Nós não só oferecemos formação, mas oferecemos excelência e constante atualização para que eles sejam nossos focos de luz na educação por onde forem”, pontua a reitora Luciane.
Conforme Feldhaus, os estudos indicam que a educação na próxima década será caracterizada por maior flexibilidade, personalização, integração da tecnologia e retomada das interações humanas. “Haverá uma ênfase crescente nas habilidades do século XXI, como pensamento crítico, colaboração e adaptabilidade”, comenta.
Todos esses termos já são conhecidos por quem transita na Unesc. Isso porque a Graduação Multi, modelo de ensino aprendizagem adotado pela Universidade, permite aos estudantes combinar disciplinas e áreas de estudo de acordo com seus interesses e objetivos de carreira e se enquadra perfeitamente nessa expectativa.
“Por meio da aprendizagem pela experiência, a Graduação Multi oferece uma abordagem múltipla, interdisciplinar e adaptável à educação, preparando os alunos para um mundo em constante mudança e interconexão, no qual a capacidade de integrar conhecimentos de diferentes áreas será essencial. Estamos muito atentos a isso e por isso lapidamos nossos processos ao longo dos últimos anos. Nossos estão literalmente por dentro do que é o futuro da educação”, pontua ainda Marcelo.
O Dia do Professor (15/10) foi celebrado na Unesc com um café especial dedicado aos docentes e colaboradores na tarde de quarta-feira (11/10). Na oportunidade, a gestão universitária aproveitou para anunciar o destaque da Unesc na 4ª edição do prêmio “Lugares Incríveis para Trabalhar”, pesquisa de clima organizacional na qual a Universidade figurou entre as 60 melhores organizações do país para trabalhar, sendo a única do ramo entre as melhores.
Tags:
Copyright 2026 © UNESC. Todos os direitos reservados. | Política de privacidade