O trabalho desenvolvido pelo Centro Especializado em Reabilitação (CER II) da Unesc foi apresentado durante a Tribuna Livre da Câmara de Vereadores de Criciúma, na última terça-feira (8/9). A coord...
Publicado por: Marciano Bortolin
em 9 de setembro de 2026
Tempo de leitura: 3 minutos.
O trabalho desenvolvido pelo Centro Especializado em Reabilitação (CER II) da Unesc foi apresentado durante a Tribuna Livre da Câmara de Vereadores de Criciúma, na última terça-feira (8/9). A coordenadora do serviço, Tatiane Vanessa Rodrigues, levou ao Legislativo informações sobre os atendimentos realizados, o público assistido, a estrutura disponível e os critérios para acesso ao serviço.
O CER II atende pessoas com deficiência física, além de crianças e adolescentes com suspeita de Transtorno do Espectro Autista (TEA) e Deficiência Intelectual (DI). O espaço também oferece atendimento de reabilitação para pessoas com TEA nível 1 de suporte.
A participação na sessão ocorreu a partir de uma solicitação do vereador Toninho da Figueira e teve como propósito apresentar à comunidade o trabalho desenvolvido pela Unesc na área da reabilitação, ampliando o conhecimento sobre os serviços oferecidos e as formas de acesso.
Instalado no campus Unesc de Criciúma, o CER é um dispositivo do Sistema Único de Saúde (SUS) e atende os 27 municípios da Associação dos Municípios da Região Carbonífera (Amrec) e da Associação dos Municípios do Extremo Sul Catarinense (Amesc).
“O acesso ocorre pela Unidade de Saúde, responsável pelo encaminhamento para regulação. A estrutura reúne equipe multiprofissional, com assistentes sociais, fisioterapeutas, fonoaudiólogos, médicos, psicólogos, terapeutas ocupacionais, dentistas, enfermeiros, nutricionista, odontólogo, Médico Neurologista e ortopedista profissional de educação física, entre outros”, citou Tatiane.
“A atuação contempla a reabilitação de pessoas com deficiência física, incluindo casos de AVC, amputações, lesão medular e paralisia cerebral. Também estão entre as atribuições a avaliação diagnóstica de TEA e DI, além da reabilitação de crianças e adolescentes com TEA nível 1 de suporte”, acrescenta.
A ampliação para TEA nível 1 responde a uma lacuna existente na rede pública. Conforme Tatiane, crianças e adolescentes com esse perfil não encontravam um serviço com equipe multiprofissional para acompanhamento, sendo que o CER passou a reunir diagnóstico e reabilitação no mesmo serviço.
A avaliação de crianças e adolescentes com suspeita de TEA ou DI deve ser referenciada pela Atenção Básica. A equipe ainda acompanha aspectos psicológicos, sociais e relacionados ao acesso a direitos e deveres, considerando a realidade de cada paciente.
“A avaliação diagnóstica exige responsabilidade diante dos efeitos que um laudo pode produzir ao longo da vida. O laudo é como obter uma nova certidão de nascimento ou CPF, pela permanência da informação na trajetória da pessoa e pelos impactos nos diferentes espaços da sociedade”, relatou.
A complexidade das situações avaliadas também exige atenção a fatores presentes no cotidiano contemporâneo, como o excesso de telas e as diferentes dinâmicas familiares. Além dos atendimentos individuais, o CER II Unesc realiza visitas domiciliares e escolares, atividades em grupo, palestras e ações de capacitação.
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