Publicado na The Lancet Infectious Diseases, trabalho discute diferenças entre a sepse tradicional e infecções graves associadas a doenças endêmicas
em 28 de outubro de 2026
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A necessidade de diferenciar infecções graves causadas por bactérias e fungos de quadros associados a doenças endêmicas e emergentes motivou um artigo de opinião publicado na The Lancet Infectious Diseases, uma das principais revistas científicas do mundo na área de infectologia. O trabalho reúne pesquisadores brasileiros e estrangeiros vinculados ao Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia (INCT) de Medicina Crítica de Precisão, sediado na Unesc.
Coordenado pelo professor Felipe Dal Pizzol, o grupo reúne quatro pesquisadores brasileiros, um holandês e um inglês. O artigo discute diferenças nos mecanismos das doenças e nas respostas aos tratamentos, com atenção a infecções graves associadas à dengue, à malária e à coinfecção por HIV e tuberculose.
“Embora esses quadros possam atender à definição de sepse, os pesquisadores defendem a necessidade de considerar as particularidades de cada condição. A distinção pode contribuir para o desenvolvimento de estratégias de tratamento mais adequadas aos pacientes críticos”, comenta Dal Pizzol.
O trabalho também chama a atenção para a baixa representatividade dessas infecções nos grandes estudos internacionais, frequentemente conduzidos em países do Hemisfério Norte. “Como encaminhamento, propomos a formação de um consórcio no Hemisfério Sul para ampliar a produção de conhecimento sobre infecções graves ainda pouco contempladas nas pesquisas”, salienta.
A relevância do debate também repercutiu na Sociedade de Doenças Infecciosas da América (IDSA, na sigla em inglês), que publicou uma reportagem sobre o artigo.
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