A formação de profissionais preparados para compreender o autismo em suas diferentes dimensões ganhou um novo capítulo na Unesc. Na noite desta sexta-feira (28/8), no Bloco P da Instituição, ocorre...
Publicado por: Daniela Savi
em 28 de agosto de 2026
Tempo de leitura: 5 minutos.
A formação de profissionais preparados para compreender o autismo em suas diferentes dimensões ganhou um novo capítulo na Unesc. Na noite desta sexta-feira (28/8), no Bloco P da Instituição, ocorreu a primeira colação de grau da Pós-Graduação Lato Sensu Multiprofissional em Transtorno do Espectro do Autismo (TEA). A cerimônia reuniu formandos de diferentes áreas e marcou a conclusão de uma trajetória acadêmica dedicada ao conhecimento, à inclusão e a um olhar mais atento às singularidades de cada pessoa autista.
Ao longo da especialização, os estudantes tiveram contato com conhecimentos e práticas que contribuem para uma compreensão ampla do Transtorno do Espectro Autista, considerando suas diferentes características, necessidades e contextos. A formação também buscou estimular uma atuação multidisciplinar, humanizada, ética e comprometida com a inclusão e a qualidade de vida.
Para o coordenador do Setor de pós-graduação Lato Sensu da Unesc, Júlio César Zilli, a qualificação profissional é um dos caminhos para ampliar a compreensão sobre o autismo e aprimorar o atendimento oferecido às pessoas e às famílias.
Um dos coordenadores do curso, Zolnei Córdova, destaca que a especialização representa uma oportunidade de qualificação para profissionais que já atuam ou pretendem atuar nas áreas relacionadas ao desenvolvimento, à educação, à saúde, à inclusão e ao acompanhamento de pessoas autistas e suas famílias.
Conforme o professor, ao longo da pós-graduação os estudantes tiveram contato com conhecimentos e práticas que contribuem para uma compreensão mais ampla do Transtorno do Espectro Autista, considerando suas diferentes características, necessidades e contextos em um olhar multidiciplinar.
“A proposta da formação também valoriza uma atuação profissional mais humanizada, ética e comprometida com a inclusão e a promoção da qualidade de vida. Além de celebrar a conclusão de uma etapa acadêmica para os nossos formandos, a formatura representa o início de novos caminhos profissionais e a possibilidade de colocar em prática os conhecimentos construídos ao longo da especialização por profissionais tão qualificados”, complementou Córdova.
Representando a turma, uma das formandas, Francielen Reis destacou que a conclusão da pós-graduação amplia o olhar sobre o autismo e traz também a responsabilidade de transformar o conhecimento adquirido em práticas mais humanas, acolhedoras e inclusivas.
“Estamos aqui para comemorar a conclusão de uma formação que nos trouxe novos olhares, novas perspectivas e, principalmente, uma compreensão mais humana sobre o Transtorno do Espectro Autista. Ao longo dessa caminhada, aprendemos que cada pessoa é única. Que não existe uma única forma de aprender, de se comunicar, de sentir ou de enxergar o mundo”, afirmou.
Para Francielen, compreender o autismo também significa enxergar a pessoa para além do diagnóstico. “Por trás de cada paciente, existe uma pessoa com uma história, uma família, sonhos, potencialidades, desafios e muitas possibilidades. E aprendemos também que trabalhar com pessoas autistas exige conhecimento, mas exige, acima de tudo, acolhimento, respeito, paciência, sensibilidade e compromisso”, ressaltou.
A formanda destacou ainda que uma das principais lições da especialização foi compreender que a atuação profissional precisa considerar as particularidades de cada indivíduo.
“Não basta conhecer o autismo. É preciso conhecer a pessoa que está diante de nós. Precisamos compreender que comunicação não acontece apenas pela fala, que comportamento também é uma forma de comunicação e que pequenas conquistas podem representar grandes vitórias para uma pessoa e sua família”, complementou.
Ao olhar para o encerramento da formação, Francielen também ressaltou que o diploma representa um compromisso com a continuidade do aprendizado.
“Hoje recebemos uma certificação, mas, junto com ela, assumimos uma responsabilidade: a de continuar estudando, aprendendo e buscando novos conhecimentos. De questionar práticas que já não fazem sentido, de valorizar aquilo que a ciência nos mostra e, principalmente, de transformar o conhecimento em atitudes que façam diferença na vida das pessoas que estão sob nossos cuidados”, destacou ainda.
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