A estrutura de inovação do CRIO e as possibilidades de parceria com as cidades foram apresentadas aos prefeitos da Associação dos Municípios da Região Carbonífera (Amrec) durante encontro realizado...
Publicado por: Marciano Bortolin
em 30 de setembro de 2026
Tempo de leitura: 6 minutos.
A estrutura de inovação do CRIO e as possibilidades de parceria com as cidades foram apresentadas aos prefeitos da Associação dos Municípios da Região Carbonífera (Amrec) durante encontro realizado em Cocal do Sul, na sexta-feira (25/9). A exposição, conduzida pela gerente de Inovação, Elenice Engel, destacou resultados alcançados pelo Centro de Inovação Criciúma (CRIO) e apresentou o Escritório de Projetos, criado para apoiar empresas, poder público, instituições de ciência e tecnologia, startups e organizações sociais na elaboração e captação de recursos para projetos.
Com mais de sete mil metros quadrados, o CRIO reúne auditórios, coworkings, salas de reuniões, áreas de convivência e laboratórios. A estrutura recebeu mais de 455 eventos, com público superior a 20 mil pessoas. Também foram realizados 10 eventos científicos e tecnológicos com financiamento público externo, responsáveis pela captação de mais de R$ 750 mil.
A atuação com negócios também avançou nos últimos anos. Em 2025, mais de 70 iniciativas foram atendidas na pré-incubação. Em 2026, 25 startups participam da pré-incubação e outras 27 estão incubadas. O espaço ainda reúne 16 empresas residentes, com soluções nas áreas de gestão, automação, inteligência artificial, saúde, meio ambiente e tecnologia jurídica.
“A inovação precisa de ambiente, conhecimento, pessoas e conexão, por isso, o CRIO foi estruturado para reunir esses elementos e aproximar quem tem uma ideia, quem desenvolve tecnologia, quem precisa de uma solução e quem pode apoiar esse processo. A partir dessa conexão, o ecossistema ganha capacidade para transformar conhecimento em negócios e desenvolvimento para a região”, destacou Elenice.
O Escritório de Projetos apresentado aos prefeitos amplia a atuação do CRIO para a elaboração e captação de recursos. Mais de 20 projetos de pesquisa e desenvolvimento foram aprovados em editais em 2025.
A estrutura também trabalha com outras formas de fomento e oferece apoio na elaboração de projetos, organização documental, definição de orçamento e plano de trabalho, preenchimento de plataformas e atendimento de diligências.
Para as prefeituras, o projeto Conectando Projetos e Pessoas: Trilhas de Inovação e Captação para o Futuro, inclui uma trilha específica de capacitação. Ao todo são três meses de formação que possibilitam aos participantes aprender sobre como fazer o diagnóstico das demandas e o mapeamento de fontes de fomento, análise de aderência, organização documental, estruturação e redação de projetos, elaboração de orçamento e plano de trabalho e preparação da documentação necessária para submissão”, explica.
O cronograma prevê o preenchimento de formulário pelas prefeituras em outubro, reuniões preparatórias com os agentes focais indicados pelos municípios em novembro, planejamento e organização do cronograma de 2027 em dezembro e início das capacitações em fevereiro de 2027.
“A aproximação com os municípios permite colocar conhecimento e estrutura técnica à disposição de demandas concretas. Cada prefeitura conhece as necessidades do próprio território. O papel da Universidade é contribuir com metodologia, especialistas, conexões e capacidade técnica para transformar essas necessidades em projetos estruturados e com possibilidade de acesso a recursos”, cita Elenice.
A aproximação entre Unesc e prefeituras também pode chegar diretamente aos empreendedores de cada cidade. A Incubadora Tecnológica de Ideias e Negócios da Unesc (ITEC.in) oferece aos municípios da Amrec um programa de pré-incubação com duração de seis meses para desenvolvimento e validação de ideias de negócios.
A proposta permite que a Administração Municipal contrate o serviço da Universidade e ofereça aos empreendedores do próprio território uma jornada de capacitação, workshops, mentorias presenciais e online e acompanhamento individualizado.
A metodologia começa pela identificação do problema que o projeto pretende resolver e avança para a validação da necessidade do público, construção de um produto mínimo viável, estruturação do modelo de negócio e preparação para possíveis etapas de captação de recursos, aceleração ou incubação.
Cada ciclo prevê a seleção de 10 projetos. Após a inscrição e avaliação das propostas, os participantes passam pela etapa prática de desenvolvimento acompanhados por especialistas da Unesc.
“A inovação precisa chegar onde as pessoas estão e encontrar espaço para transformar problemas reais em oportunidades. A proposta é criar um caminho estruturado para que ideias possam ser validadas, aprimoradas e apresentadas ao mercado com mais segurança. Para o município, também representa uma forma de oferecer apoio especializado aos empreendedores sem precisar criar uma nova estrutura interna”, ressalta Elenice.
A iniciativa integra o ecossistema de inovação da Unesc e mantém conexão com o CRIO. Para os municípios, a proposta representa a possibilidade de aproximar a expertise da Universidade de empreendedores que desenvolvem projetos a partir de demandas e oportunidades identificadas no próprio território.
“A aproximação entre Universidade e município ganha sentido quando conhecimento e estrutura conseguem chegar a quem precisa. Uma ideia pode nascer em qualquer cidade. O papel da ITEC.in é ajudar a transformar essa ideia em projeto, testar a solução e criar condições para que o empreendedor avance”, afirmou a coordenadora da ITEC.in, Patrícia Darolt.
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