A relação entre disponibilidade de água, degradação ambiental e planejamento territorial esteve no centro de uma atividade de campo, realizada na ultima quarta-feira (11/6), pela equipe do projeto ...
Publicado por: Marcela Barrozo
em 15 de junho de 2026
Tempo de leitura: 4 minutos.
A relação entre disponibilidade de água, degradação ambiental e planejamento territorial esteve no centro de uma atividade de campo, realizada na ultima quarta-feira (11/6), pela equipe do projeto de Extensão da Unesc, teve como tema “Contribuições para a gestão integrada e participativa com vistas ao enfrentamento das mudanças climáticas na interface do território da Área de Proteção Ambiental (APA) da Baleia Franca com a região estuarina do rio Urussanga”.
A ação foi desenvolvida em conjunto com a turma da disciplina de Gestão de Bacias Hidrográficas, do Programa de Pós-Graduação em Ciências Ambientais (PPGCA) da Universidade, formada por estudantes de mestrado e doutorado, sob orientação dos professores Carlyle Torres Bezerra de Menezes e Álvaro José Back.
O projeto foi realizado em parceria com a Secretaria de Educação de Urussanga e o Serviço Autônomo Municipal de Água e Esgoto (Samae). O percurso foi das nascentes, em Belvedere, até a foz, na Barra do Torneiro, em Jaguaruna. A ação integrou o projeto de Extensão voltado à gestão dos recursos hídricos e às mudanças climáticas na região Sul Catarinense.
"Parte dos nossos mananciais está comprometida pela poluição do carvão. Precisamos proteger as áreas que ainda têm boa qualidade hídrica para garantir água para as próximas décadas", destacou o diretor do Samae, Renato Bez Fontana.
Ao longo do percurso, os participantes identificaram diferentes pressões sobre o rio, como a degradação histórica da mineração carbonífera, extração de areia e argila, impactos das atividades agrícolas e ocupação irregular das margens. Os registros feitos com drone serão usados em etapas posteriores de georreferenciamento com apoio de imagens de satélite.
A secretária municipal de Educação, Andreza Cristina Bonetti, também participou da atividade e apresentou um roteiro pedagógico que desenvolveu para que estudantes da Educação Básica conhecessem o rio de ponta a ponta. A proposta foi incorporada pelo Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Urussanga em ações de educação ambiental.
Para o coordenador do projeto, Carlyle Torres Bezerra de Menezes, a atividade mostrou na prática o valor da integração entre universidade e comunidade. "Esse diálogo amplia a formação acadêmica e aproxima a produção de conhecimento dos problemas reais enfrentados pelos municípios", avaliou.
A atividade de campo tem como eixo a gestão integrada e participativa dos recursos hídricos, em diálogo com os desafios impostos pelas mudanças climáticas. A proposta concentra sua atuação na interface entre o território da Área de Proteção Ambiental (APA) da Baleia Franca e a região estuarina do rio Urussanga, espaço em que a qualidade da água, o uso do solo, a conservação ambiental e o planejamento territorial estão diretamente relacionados.
O projeto conta com a participação de acadêmicos de graduação, que atuam nas ações de educação ambiental, reconhecimento territorial, apoio a diagnósticos e aproximação com a comunidade. Integram a equipe, além do professor Carlyle Menezes, os professores Yasmine de Moura da Cunha e José Carlos Virtuoso e os acadêmicos de Engenharia Ambiental Vinícius da Silva Santiago e Gladys Canto da Rosa.
O resultado do trabalho realizado pela turma de Gestão de Recursos Hídricos será apresentado ao Município, contribuindo para transformar a observação de campo, os dados, relatos e registros territoriais em subsídios técnicos, educativos e de gestão.
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