Um dia depois de receber homenagem da Câmara de Vereadores de Treviso, a Unesc foi reconhecida também pelo Legislativo de Içara. A Moção de Aplausos nº 109/2026 foi entregue à Universidade Comunitá...
Publicado por: Marciano Bortolin
em 1 de setembro de 2026
Tempo de leitura: 6 minutos.
Um dia depois de receber homenagem da Câmara de Vereadores de Treviso, a Unesc foi reconhecida também pelo Legislativo de Içara. A Moção de Aplausos nº 109/2026 foi entregue à Universidade Comunitária durante sessão realizada na noite desta terça-feira (1º/9), em celebração aos 58 anos de história da Instituição e aos serviços prestados ao desenvolvimento do Sul de Santa Catarina.
História de 58 anos da Unesc é homenageada em Moção de Aplauso em Treviso
A homenagem foi recebida pela reitora em exercício, Gisele Silveira Coelho Lopes, que destacou o significado do reconhecimento para uma comunidade acadêmica formada por mais de 22 mil pessoas.
Conforme ela, essa trajetória é resultado de um trabalho coletivo iniciado ainda com a criação da Fundação Educacional de Criciúma (Fucri), embrião da Instituição e mantenedora da Unesc. “Uma Universidade com quase seis décadas faz história na vida de muitas pessoas. Fez na minha vida e faz na trajetória de tanta gente”, afirmou Gisele.
Ao relembrar o caminho da Instituição, Gisele citou o primeiro reitor, Edson Rodrigues, e o processo que levou a então Fucri a conquistar, em 1997, o status de Universidade. “A construção da Unesc está diretamente relacionada à mobilização de diferentes atores da sociedade e ao entendimento de que a região precisava ter uma Instituição de ensino superior próxima da população”, enfatizou.
A atuação da Unesc para além da formação acadêmica foi um dos aspectos ressaltados durante a solenidade. A reitora em exercício apresentou números que evidenciam a presença da Universidade em diferentes áreas. Na saúde, foram mais de 250 mil atendimentos gratuitos em 2025. Na área jurídica, são mais de seis mil atendimentos, enquanto os serviços relacionados aos negócios alcançam mais de sete mil pessoas.
“A Extensão Universitária é uma das principais formas de aproximação com a comunidade. São mais de 200 programas e projetos de extensão atualmente, todos mantidos com recursos próprios, alcançando mais de 50 mil pessoas por ano. Quando nós fazemos Extensão, nós estamos onde elas estão”, afirmou”, afirmou.
As iniciativas envolvem diferentes públicos e territórios, com projetos voltados a crianças, idosos, mulheres e pessoas com deficiência, além de ações relacionadas a doenças como Alzheimer e Parkinson e serviços de reabilitação.
Para Gisele, essa presença ajuda a explicar o significado da expressão “Nossa Universidade”. “Esse é mais que um conceito institucional. Trata-se de uma Instituição que participa da vida das comunidades e contribui para transformar trajetórias. A Universidade dá dignidade, identidade, um passaporte para essas pessoas serem cidadãos e cidadãs respeitadas por aquilo que são e por aquilo que podem entregar”, destacou.
A relação entre a Unesc e Içara também ganhou espaço na fala da reitora. Gisele agradeceu ao presidente do Legislativo, Duca Zata, e à prefeita Dalvânia Cardoso pela parceria com a Universidade, especialmente pela aprovação de 10 vagas para o curso de Fonoaudiologia.
Segundo ela, Içara é o segundo município com maior número de estudantes da Unesc e tem potencial para ampliar ainda mais essa relação. “Poder Executivo e Poder Legislativo juntos podem fazer transformações profundas em uma região quando entendem a importância da educação como instrumento de transformação social”, afirmou.
O presidente da Câmara de Vereadores, Duca Zata, ressaltou a contribuição da Unesc nas áreas de Ensino, Pesquisa, Extensão, inovação e transformação social. Para ele, a presença da Instituição na região produz impactos que ultrapassam os limites acadêmicos.
“Hoje, aproximadamente 30% das cerca de 50 pessoas que integram a estrutura do Legislativo, entre vereadores, servidores e assessores, já passaram ou ainda estudam na Unesc. Temos egressos, atuais acadêmicos e alguns professores”, enfatizou.
Durante a solenidade, Gisele também aproveitou o espaço para abordar desafios que ultrapassam o presente da educação superior. Entre eles está a necessidade de valorizar a educação básica e a carreira docente diante da falta de professores.
Para esclarecer a situação, citou como exemplo o encerramento do curso de Geografia da Unesc e afirmou que, posteriormente, o município abriu edital para profissionais da área sem conseguir preencher as vagas. “É importante entendermos esta situação porque está faltando professores e professoras. É preciso voltar a ter prestígio social para a educação”, defendeu.
Outro ponto destacado foi a formação em Engenharia. Conforme Gisele, apenas 11% dos estudantes do Ensino Médio optam por algum curso da área, cenário que pode provocar dificuldades futuras para empresas que dependem de profissionais qualificados.
Ao encerrar a fala, a reitora em exercício agradeceu pelo reconhecimento e defendeu a valorização dos patrimônios, empresas e instituições construídas na região. “Sejam um pouco bairristas. Protejam o que é nosso, as Intuições que são daqui, como por exemplo, a nossa Unesc, os negócios e os empreendimentos daqui. Precisamos defender esses importantes patrimônios que fazem e fizeram história na nossa região”, concluiu.
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