A preservação da memória coletiva, a valorização da cultura local e a aproximação entre Universidade e comunidade foram os pilares de uma recente ação de Extensão do curso de Arquitetura e Urbanism...
Publicado por: Marcela Barrozo
em 9 de junho de 2026
Tempo de leitura: 3 minutos.
A preservação da memória coletiva, a valorização da cultura local e a aproximação entre Universidade e comunidade foram os pilares de uma recente ação de Extensão do curso de Arquitetura e Urbanismo da Unesc. Por meio da disciplina de Patrimônio, os estudantes realizaram Inventários Participativos de Patrimônio Cultural. A metodologia, desenvolvida pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), coloca as comunidades como protagonistas na identificação e documentação de seus próprios bens culturais.
Ao longo do semestre, as equipes de estudantes identificaram e registraram manifestações do patrimônio imaterial em seus territórios de vivência. O trabalho envolveu a análise de celebrações, saberes tradicionais, formas de expressão artística, ofícios e práticas religiosas reconhecidas coletivamente pelas comunidades como parte de sua identidade cultural.
“A curricularização da Extensão permite que o estudante compreenda que o patrimônio cultural não está restrito aos museus ou aos bens oficialmente protegidos. Ele está presente nas memórias, nos saberes, nas celebrações e nas práticas cotidianas das comunidades. Ao realizar os inventários participativos, os acadêmicos tornam-se agentes de documentação, valorização e difusão dessas referências culturais”, comentou a professora Aline Eyng Savi.
O processo exigiu pesquisa bibliográfica, levantamento documental, entrevistas com moradores locais, registros fotográficos e audiovisuais. Todo o trabalho seguiu as diretrizes metodológicas do Manual de Inventários Participativos do Iphan, permitindo aos estudantes a vivência prática de pesquisa e documentação patrimonial em situações reais do cotidiano regional.
Para além do levantamento técnico, os acadêmicos transformaram o conhecimento produzido em materiais educativos voltados ao público infantil. Cada equipe desenvolveu ferramentas pedagógicas e lúdicas, elaborando livros ilustrados, jogos didáticos e cartas educativas adaptadas para a faixa etária de alunos de escolas municipais parceiras.
Os próprios acadêmicos da Unesc realizaram as ações de mediação e a entrega dos produtos nas instituições de ensino básicas participantes. A iniciativa possibilitou que crianças e educadores tivessem contato direto com a história e a memória regional, fortalecendo o reconhecimento e a valorização da identidade e da cultura local desde os primeiros anos de formação escolar.
Outro desdobramento prático foi a incorporação de todo o material produzido, como fichas de inventário, fotos, entrevistas e análises históricas, ao acervo do Centro de Memória e Documentação da Unesc (Cedoc), ampliando as fontes de consulta para futuros pesquisadores e para a comunidade em geral.
“Ao realizar os inventários participativos, os acadêmicos tornam-se agentes de documentação, valorização e difusão dessas referências culturais. Além disso, a produção dos materiais educativos para as escolas e a incorporação dos inventários ao acervo do Cedoc fazem com que o conhecimento gerado ultrapasse os limites da sala de aula e retorne à sociedade em forma de preservação da memória, educação e cidadania”, destacou Aline Eyng.
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