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Unesc tem três pesquisadoras contempladas em edital da Fapesc

Projetos nas áreas de turismo sustentável, saúde mental e saúde da mulher foram selecionados em programa estadual de incentivo à pesquisa liderada por mulheres

Daniela Savi

Publicado por: Daniela Savi

em 27 de outubro de 2026

Tempo de leitura: 6 minutos.

Unesc tem três pesquisadoras contempladas em edital da Fapesc

A Unesc teve três pesquisadoras contempladas no edital Mulheres+Pesquisa – 3ª edição, da Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado de Santa Catarina (Fapesc). Entre os projetos aprovados está o da reitora em exercício da Universidade, Gisele Silveira Coelho Lopes, que propõe o uso de dados e inteligência analítica para desenvolver rotas turísticas sustentáveis e inclusivas no Sul catarinense, em conexão com o trabalho realizado pelo IntegraTur junto aos municípios da região.

O edital tem como objetivo fomentar projetos científicos, tecnológicos e de inovação coordenados por pesquisadoras vinculadas a instituições de ciência, tecnologia e inovação de Santa Catarina, contribuindo para ampliar a participação feminina e a equidade de gênero na pesquisa.

Intitulado “Turismo Inteligente Sul – SC: Analytics para rotas sustentáveis e inclusivas”, o projeto está relacionado ao IntegraTur, iniciativa da Unesc desenvolvida em parceria com a Associação dos Municípios da Região Carbonífera (Amrec). O programa busca integrar os 15 municípios da região em uma estratégia de desenvolvimento turístico, valorizando atrativos, identidades culturais, experiências e empreendimentos locais.

A iniciativa também trabalha na organização da oferta turística e na criação de roteiros integrados, com suporte técnico da Universidade aos municípios. A proposta é ampliar a conexão entre os destinos e facilitar o acesso dos visitantes às experiências disponíveis na região.

A pesquisa coordenada por Gisele poderá contribuir para esse processo por meio da análise de dados, auxiliando no planejamento de rotas que considerem a sustentabilidade, a inclusão e as características dos territórios.

Pesquisas com impacto social

Além de Gisele, a professora Gislaine Zilli Réus, do Programa de Pós-Graduação em Ciências da Saúde (PPGCS),  foi contemplada com o projeto “Triagem precoce de depressão e risco de suicídio no periparto por inteligência artificial multimodal: integração de linguagem, inflamação, neurodegeneração e epigenética”. O estudo propõe investigar estratégias para identificar precocemente condições relacionadas à saúde mental de mulheres no período periparto.

A terceira pesquisadora contemplada é Maria Inês da Rosa, também do PPGCS, com o projeto “Persistência do HPV de alto risco e desfechos cervicais em coorte prospectiva: integração entre genotipagem, colposcopia e autocoleta no SUS”. 

Para Gisele, a aprovação das três propostas evidencia a qualidade da produção científica da Universidade e a contribuição das pesquisadoras para diferentes áreas do conhecimento.

“Iniciativas como essa transformam realidades, promovem desenvolvimento social e econômico e criam soluções capazes de impactar positivamente a vida das pessoas”, destaca.

Acompanhamento de mulheres com HPV

O projeto, coordenado por Maria Inês, acompanhará, durante 12 meses, cerca de 320 mulheres com infecção pelo papilomavírus humano (HPV) de alto risco atendidas na rede pública de Criciúma. A pesquisa dará continuidade a um estudo anterior, também financiado pela Fapesc, que identificou os tipos de HPV presentes em mulheres atendidas no Centro de Referência da Saúde da Mulher.

As participantes passarão por colposcopia, com realização de biópsia quando indicada. Após um ano, será feita uma nova coleta de amostras por meio da autocoleta, procedimento que permite à própria mulher obter o material de forma simples e privativa.

A equipe investigará quais tipos de HPV persistem ao longo do período, a relação entre a permanência do vírus e as lesões do colo do útero e a viabilidade da autocoleta no acompanhamento das pacientes.

“Queremos gerar evidências produzidas aqui, no nosso SUS, para que o seguimento dessas mulheres seja mais eficiente e chegue primeiro a quem tem maior risco”, explica a coordenadora.

Os resultados poderão contribuir para aprimorar os protocolos de acompanhamento, orientar encaminhamentos conforme o risco de cada paciente, reduzir exames desnecessários e ampliar o acesso ao cuidado.

O trabalho reúne pesquisadoras e estudantes de mestrado e doutorado da Unesc, Tamy Colonetti, Sandra Aparecida Manenti, Sarah Dagostin Ferraz, Tauana Prestes Schmidt, Ana Claudia Rodrigues Candido e Laura Uggioni Elibio.

 

Pesquisa da Unesc investiga saúde mental de mulheres no pós-parto

A outra pesquisa é realizada pelo Laboratório de Psiquiatria Translacional da Unesc e vinculada ao PPGCS, busca identificar sintomas de depressão em mulheres nos primeiros 30 dias após o parto e analisar fatores emocionais, sociais, hormonais e relacionados à qualidade de vida. Iniciado em julho de 2025, o estudo envolve seis Unidades Básicas de Saúde (UBSs) de Criciúma e já conta com cerca de 60 participantes. A coleta de dados seguirá até julho de 2027.

A investigação inclui questionários, coleta de sangue para análise de marcadores biológicos e gravações de voz. Podem participar mulheres com 18 anos ou mais, convidadas nas UBSs Centro, Quarta Linha, Santa Augusta, Wosocris, Ana Maria e Mineiras Velha e Nova.

Conforme a coordenadora da pesquisa, a professora e pesquisadora Gislaine Zilli Réus, do Programa de Pós-Graduação em Ciências da Saúde (PPGCS) da Unesc, o estudo busca ampliar o conhecimento sobre a saúde mental materna e contribuir para a melhoria do atendimento às mulheres nesse período.

Os resultados poderão auxiliar na identificação precoce de sinais de sofrimento emocional no pós-parto e sensibilizar os profissionais de saúde para a importância do cuidado com a saúde mental das mães.

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