Geral

Simulado de APH na Unesc: Acadêmicos de Enfermagem enfrentam cenários de alta complexidade e realismo

O campus da Unesc transformou-se em cenário de urgência e emergência nesta semana. Os acadêmicos da quinta fase do curso de Enfermagem participaram do Simulado de Atendimento Pré-Hospitalar (APH), ...

Décio Batista

Publicado por: Décio Batista

em 30 de abril de 2026

Tempo de leitura: 4 minutos.

Simulado de APH na Unesc: Acadêmicos de Enfermagem enfrentam cenários de alta complexidade e realismo

O campus da Unesc transformou-se em cenário de urgência e emergência nesta semana. Os acadêmicos da quinta fase do curso de Enfermagem participaram do Simulado de Atendimento Pré-Hospitalar (APH), uma atividade prática intensiva que coloca à prova a capacidade técnica, o controle emocional e a agilidade dos futuros profissionais diante de situações críticas.

O exercício simula contextos reais que os enfermeiros encontrarão no cotidiano das ambulâncias e prontos-socorros, abrangendo desde emergências clínicas, como o Infarto Agudo do Miocárdio (IAM) e a Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC), até casos de trauma, como agressões físicas, acidentes de trânsito e choques elétricos.

O APH consiste em uma atividade prática em que os estudantes, em grupos, exercitam o que aprenderam na teoria. A disciplina é coordenada pelas professoras Amanda Luiz Maciel, Zoraide Rocha e atuam no simulado ainda, as docentes Maria Salete Salvaro, Maria Teresa Zanini e Mágada Tessmann.

Adrenalina como ferramenta didática

Durante as atividades, grupos de quatro acadêmicos são desafiados a realizar procedimentos invasivos, como punção de acessos, ventilação e compressões cardíacas, enquanto lidam com a pressão externa de familiares e o realismo das cenas.

Conforme Amanda, as situações são as mais realistas possíveis, enfrentadas no dia a dia de um profissional de Enfermagem. “É muita adrenalina em que os grupos são avaliados pelos seus desempenhos nos atendimentos. Os acadêmicos gostam e esperam por essa atividade com ansiedade. É um dia muito especial e essa atividade vem ao encontro da grade da Graduação Multi”, comentou a professora.

Já a professora Zoraide Rocha destaca que a experiência vai muito além da técnica. Segundo ela, o simulado é o momento em que o aluno consolida todo o conhecimento acumulado desde o início da graduação:

"A disciplina resgata todo o conhecimento adquirido nas fases iniciais e integra às competências da quinta fase para aplicação direta na vítima. É fundamental que o acadêmico esteja o mais capacitado possível. A simulação realística traz para ele a adrenalina, a taquicardia do momento e a responsabilidade. Fazemos com que ele visualize, de forma didática, o sangue, a vítima gritando e o familiar pressionando, preparando-o para cada detalhe do atendimento sob a avaliação de professores especialistas", explicou Zoraide.

No campo de prova

Para os estudantes, a atividade é um divisor de águas na formação. A acadêmica Maria Eduarda Ferreira relata o impacto de vivenciar o atendimento sob pressão. "Essa experiência do APH é bem realística, pois simula muitas coisas da vida real para que possamos treinar e aprender um pouco mais sobre a profissão, se encontrar nela e também no atendimento pré-hospitalar. Sentir essa adrenalina de atendimento emergencial dá um sustinho, mas a gente consegue e aprende muito", afirmou Maria Eduarda.

Foco no reconhecimento e resposta rápida

O simulado enfatiza protocolos específicos para garantir a sobrevivência das vítimas, entre eles:

Infarto Agudo do Miocárdio (IAM): O foco é o reconhecimento imediato de sinais como dor no peito e suor frio, onde cada minuto é decisivo para salvar o músculo cardíaco.

 

DPOC: O manejo correto da dificuldade respiratória e o posicionamento adequado do paciente são cruciais para a estabilização.

 

Trauma e Agressões: O treinamento prioriza o controle rigoroso de sangramentos e a proteção de lesões expostas.

Tags:

Geral

Copyright 2026 © UNESC. All rights reserved. Privacy Policy

Join the group