Quem produz, preserva, organiza, acessa e interpreta os arquivos e o que isso tem a ver com a escrita da História? Esta é a pergunta que norteia a 18ª Semana de Estudos Históricos da Unesc, que tev...
Publicado por: Marciano Bortolin
em 9 de setembro de 2026
Tempo de leitura: 4 minutos.
Quem produz, preserva, organiza, acessa e interpreta os arquivos e o que isso tem a ver com a escrita da História? Esta é a pergunta que norteia a 18ª Semana de Estudos Históricos da Unesc, que teve início nesta terça-feira (8/9). A programação reúne estudantes, professores, pesquisadores e egressos do curso de História da Universidade em três noites de debates sobre arquivos, memória, Pesquisa, Ensino e atuação profissional.
A abertura ocorreu no Auditório Edson Rodrigues com a palestra “A História em tempos de desastres climáticos: arquivos, acervos e memórias em risco”, ministrada pela historiadora Luciana da Costa de Oliveira. A atividade teve mediação da professora Michele Gonçalves Cardoso e de Ana Raíssa Nunes de Moura, presidente do Centro Acadêmico de História Edson Luís (CAHEL).
A proposta da Semana parte dos arquivos como espaços que ultrapassam a preservação de documentos. A produção, a organização, o acesso e a interpretação dos acervos envolvem escolhas que interferem na construção do conhecimento histórico, além de evidenciarem ausências e silenciamentos.
Durante a abertura, a pró-reitora de Ensino da Unesc, Graziela Giacomazzo destacou a escolha do tema e a participação da comunidade acadêmica na construção da programação. “Esse coletivo do curso, dos programas de pós-graduação, dos pesquisadores, dos estudantes e do Centro Acadêmico consegue trazer uma formação muito além da sala de aula. Desejo uma semana de estudos que proporcione muitas reflexões, aprofundamentos e outras perspectivas de pensar todos esses processos que fazem parte do campo de atuação do historiador nos diferentes espaços”, afirmou.
A conferência de abertura relaciona a preservação de arquivos e acervos aos impactos provocados por desastres climáticos. A discussão amplia o olhar sobre a proteção da memória diante de situações que podem comprometer documentos, objetos e outros registros históricos.
A programação prossegue nesta quarta-feira (9/9), às 19h, com a atividade “Dos Arquivos à Historiografia: os caminhos da profissão historiadora”. A convidada será Juçara Nair Wolf, historiadora do Arquivo Público do Estado de Santa Catarina e gerente do Arquivo Permanente. A mediação ficará a cargo do professor Paulo Sérgio Osório e de Eduardo Padilha, representante do CAHEL.
Graduada em História pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Juçara possui mestrado em História pela mesma instituição. A trajetória profissional reúne experiências no ensino superior, na gestão de documentos, no arquivo permanente, no patrimônio documental e na educação patrimonial.
Na sexta-feira (11/9), também às 19h, a Semana será encerrada com a Mesa de Egressos do Curso de História, com Tamires Simões, Fernanda Crotti Biava, Daniel Bronstrup e Leandro Marques. A professora Tatiane dos Santos Virtuoso e Pedro Olívio, representante do CAHEL, conduzirão o encontro.
A última atividade terá como tema “Depois da graduação: trajetórias, experiências e possibilidades para o ensino de História ou para os/as profissionais da História?”.
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