Integrando a programação do 2º International Experience do Conpedi (Conselho Nacional de Pesquisa e Pós-Graduação em Direito), em Luanda, Angola, Wolkmer, professor do Programa de Pós-Graduação em ...
Publicado por: Décio Batista
em 25 de setembro de 2026
Tempo de leitura: 3 minutos.
Integrando a programação do 2º International Experience do Conpedi (Conselho Nacional de Pesquisa e Pós-Graduação em Direito), em Luanda, Angola, Wolkmer, professor do Programa de Pós-Graduação em Direito da Unesc, participou na manhã de quinta-feira (24/9), na Universidade Agostinho Neto (UAN), do terceiro painel sob o tema "Direitos Humanos e Geopolítica Ambiental no Sul Global: Transição Ecossocial e Constitucionalismo".
As discussões sobre o assunto ainda contaram com a participação do catedrático de Direito Constitucional da Universitat de València (Espanha) e coordenador acadêmico do Doutorado na Universidad Mayor de San Andrés (Bolívia), Roberto Viciano Pastor, e do professor associado da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) e doutor em Ciências Humanas pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Jerônimo Siqueira Tybusch.
Em sua intervenção, o professor Wolkmer provocou os presentes a pensarem além dos modelos tradicionais importados do Norte Global. “Temos que pensar que uma transição ecossocial justa só é possível quando as constituições e as leis reconhecem a diversidade cultural, os saberes tradicionais e os direitos das populações mais vulneráveis”, destacou o docente.
Mais do que teorizar, a presença do professor da Unesc trouxe um momento de empatia e sensibilidade para o debate acadêmico. Wolkmer defende que “a verdadeira geopolítica ambiental deve colocar a dignidade humana e a preservação dos territórios no centro das decisões políticas e econômicas, garantindo que as futuras gerações herdem um planeta ecologicamente equilibrado e socialmente justo”.
O encontro em Luanda, realizado nesta semana, no período de 23 a 25 de setembro, visa aproximar pesquisadores, professores e estudantes da África e da América Latina, reforçando a cooperação "Sul-Sul" e permitindo que os países que mais sofrem com as transformações climáticas e econômicas liderem a formulação de suas próprias respostas e garantias jurídicas.Segundo os organizadores, o evento pretende estimular o intercâmbio de perspectivas e a construção de diálogos sobre os desafios contemporâneos do constitucionalismo, do desenvolvimento sustentável e da proteção dos direitos fundamentais e humanos.
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