Na manhã desta terça-feira (14/7), o auditório principal do Centro de Inovação de Criciúma (CRIO) sediou a sétima edição do projeto InovaSul: Transformando Setores. O encontro reuniu CEOs e grandes...
Publicado por: Décio Batista
em 15 de julho de 2026
Tempo de leitura: 6 minutos.
Na manhã desta terça-feira (14/7), o auditório principal do Centro de Inovação de Criciúma (CRIO) sediou a sétima edição do projeto InovaSul: Transformando Setores. O encontro reuniu CEOs e grandes lideranças do setor metalmecânico para debater as potencialidades, os desafios e as dores de uma das atividades econômicas mais vitais do Sul catarinense. A ação é uma iniciativa que busca mapear e impulsionar as principais forças produtivas locais.
Desta vez, as conversas não giravam em torno de planilhas de lucros ou relatórios frios de produtividade, mas sim sobre o futuro do setor e do desenvolvimento regional.
Para entender a importância desse movimento, é preciso olhar para além do chão das fábricas. O coordenador do Observatório de Desenvolvimento Socioeconômico e Inovação da Unesc e do projeto Inova Sul, Afonso Valau Lima Júnior, destacou o peso desse segmento e o valor de uma construção feita a muitas mãos:
“Hoje damos início a uma etapa muito importante do Inova Sul para o setor metalmecânico. Este primeiro encontro marca o começo de uma construção coletiva, em que Universidade, empresas e entidades do setor se reúnem para discutir os desafios e as oportunidades de um dos segmentos mais estratégicos da economia do Sul catarinense, que somente em Criciúma responde por mais de 6 mil empregos. Acreditamos que as melhores soluções surgem quando dados, conhecimento técnico e a experiência de quem está no dia a dia das empresas caminham juntos. Nosso papel é justamente conectar essas informações, gerar inteligência e apoiar decisões que fortaleçam a competitividade do setor”, comentou o coordenador.
A dinâmica do projeto é meticulosa. O setor metalmecânico representa a sétima de dez cadeias produtivas locais que estão passando por essa análise profunda. A gerente da Agência de Desenvolvimento, Inovação e Transferência Tecnológica (Aditt) da Unesc, Elenice Padoin Juliani Engel, explicou que o diferencial do projeto é somar o rigor estatístico ao calor do depoimento de quem toma as decisões na prática.
"Chegamos ao sétimo segmento que o projeto Inova Sul faz os estudos. O projeto iniciou com o objetivo de trabalhar com as dez principais cadeias produtivas locais. Já fizemos seis delas. Reunimos nesta manhã vários CEOs das empresas aqui da nossa região para discutir quais são os desafios do setor, o que eles enxergam de tendências, o que eles também visualizam enquanto oportunidades para o segmento", detalhou Elenice.
Segundo ela, essa aproximação humana é o que dá alma ao projeto: "Essa é uma análise qualitativa importante para o estudo, porque o Observatório traz dados que são quantitativos de cenários tanto estadual quanto nacional e internacional, mas essa escuta qualificada junto aos CEOs agrega elementos para o estudo que são fundamentais para que depois possamos elaborar a matriz de oportunidades para o segmento. Os resultados desse amplo diagnóstico serão apresentados oficialmente ao segmento dentro de 60 dias", completou a gerente da Aditt.
Encontrar tempo na agenda atribulada de quem lidera grandes indústrias é sempre um desafio. Por isso, a oportunidade de sentar à mesa para pensar estrategicamente, de forma coletiva, foi muito celebrada pelos participantes. Na visão do presidente do Sindicato das Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e de Material Elétrico (Sindimetal) de Criciúma e diretor da Usipe Fundição e Usinagem, Caio César Rodrigues Binotti, o impacto do encontro foi positivo e tirou os empresários do isolamento cotidiano para debater o futuro.
"É uma iniciativa muito legal, muito produtiva. Estão saindo discussões interessantes sobre o nosso setor. Conversamos sobre diversos temas e principalmente como visualizamos o futuro do segmento, as potencialidades e o que temos em comum. Pretendemos dar continuidade a um evento similar, com o apoio da Unesc, para fazer esses encontros com uma certa periodicidade e de fortalecimento do nosso segmento”, declarou Binotti.
Pensar no futuro exige coragem para questionar o presente. Essa visão de vanguarda foi compartilhada por José Carlos Sprícigo, conselheiro de administração, presidente do conselho da Librepar, controladora da holding do Grupo Librelato, e presidente do conselho de metalmecânico, bens de capital e automotivo de Santa Catarina da Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (Fiesc). Com uma vasta bagagem executiva, Sprícigo enxerga a iniciativa como um chamado urgente à inovação.
"Eu avalio como uma provocação muito interessante em pensar o futuro do setor metalmecânico. Os números que foram trazidos aqui comprovam essa importância do segmento no que diz respeito a empregos para a nossa região Sul. Acho que é uma provocação importante para nós, realmente juntos, pensarmos algo novo para o futuro do setor", pontuou.
Aproveitando a presença dos CEOs, a gerente da Aditt, Elenice fez um tour e apresentou a infraestrutura, os serviços oferecidos e as empresas incubadas no Centro de Inovação administrado pela Unesc.
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