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Exposição "Objetos Cansados" é aberta na Unesc e convida público a refletir sobre exaustão e descanso

O artista Joélson Buggilla, egresso do curso de Artes Visuais da Unesc, abriu nessa terça-feira (4/8), a exposição "Objetos Cansados" na Sala Edi Balod. A abertura contou com uma conversa entre o a...

Marcela Barrozo

Publicado por: Marcela Barrozo

em 5 de agosto de 2026

Tempo de leitura: 3 minutos.

Exposição "Objetos Cansados" é aberta na Unesc e convida público a refletir sobre exaustão e descanso

O artista Joélson Buggilla, egresso do curso de Artes Visuais da Unesc, abriu nessa terça-feira (4/8), a exposição "Objetos Cansados" na Sala Edi Balod. A abertura contou com uma conversa entre o artista e o escritor Felipe Moreno, que assina o texto crítico que acompanha o trabalho. A mostra segue aberta para visitação gratuita até o dia 14 de agosto.

A exposição integra a pesquisa Cartografias do Cansaço, desenvolvida pelo artista desde 2022, que investiga as formas pelas quais corpos e objetos chegam ao esgotamento. Na instalação, objetos cotidianos retirados de suas funções habituais repousam sobre espumas de diferentes alturas e espessuras, deslocando o olhar de quem os observa.

"Eu venho pesquisando formas de como as coisas ficam cansadas, principalmente o corpo. Que dispositivos fazem com que o corpo fique cansado? A questão da mulher na sociedade, a quantidade de tecnologia disponível, o que isso causa no sistema nervoso das pessoas. Eu vou tentando entender essas narrativas, essas possíveis causas", explica o artista.

A escolha da espuma como suporte não é casual. Para o escritor Felipe Moreno, que assina o texto crítico da exposição e esteve presente na abertura para uma conversa com o artista, o material carrega múltiplos sentidos.

"A espuma tem uma função de provocar essa disfunção dos objetos. Em um primeiro olhar, parece que ela é uma cama que acolhe. Mas ela também pode ser olhada como algo que não está acolhendo exatamente, está tensionando, sendo pressionada pelo peso do objeto. São muitas camadas possíveis de sentir e pensar nessa proposta", reflete o escritor.

A obra também tem um caráter colaborativo. O público é convidado a entregar objetos pessoais para integrar a instalação, que ficarão em repouso na exposição e só poderão ser retirados ao final. 

"Se a gente colocasse o seu celular em repouso aqui, o que aconteceria? Esse vão, esse espaço do que você vai fazer sem o seu material de trabalho, é justamente o que me interessa", explica o egresso.

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