Duas doutorandas do Programa de Pós-Graduação em Educação (PPGE) da Unesc retornaram recentemente de períodos de doutorado sanduíche no exterior e compartilharam suas experiências com a equipe do E...
Publicado por: Marcela Barrozo
em 13 de agosto de 2026
Tempo de leitura: 3 minutos.
Duas doutorandas do Programa de Pós-Graduação em Educação (PPGE) da Unesc retornaram recentemente de períodos de doutorado sanduíche no exterior e compartilharam suas experiências com a equipe do Escritório de Relações Internacionais. Márcia Dal Toé Nazário Bardini realizou sua estância na Universidade de Quilmes, na Argentina, e Karoline Cipriano dos Santos passou nove meses em Lisboa, no Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa. As duas desenvolvem pesquisas na área de infância e educação.
Para Márcia, a experiência foi transformadora tanto no plano acadêmico quanto pessoal. Durante a estância, integrou o Observatório da Discapacidade, um grupo de pesquisa internacional com representantes de vários países da América Latina, e passou a atuar como representante do Brasil nas discussões do grupo.
"Eu fui pensando que ia fazer muitas perguntas e ia voltar com muitas respostas da Argentina. Mas eu me descobri também como alguém que tinha muito a falar sobre o Brasil. A minha voz era a voz do Brasil", relatou.
A pesquisadora investigou “Patologização das infâncias e a colonialidade escolar” na Argentina, comparando com a realidade brasileira. Ao longo da estância, pôde observar diferenças significativas nos sistemas de inclusão escolar dos dois países.
Karoline, por sua vez, desenvolveu sua pesquisa sobre brincadeiras de infâncias brasileiras em Portugal e os aspectos da experiência migrante. Durante o período em Lisboa, enfrentou desafios burocráticos para acessar escolas e espaços de pesquisa com crianças, mas construiu caminhos alternativos que enriqueceram sua trajetória.
“Apesar dessa questão dos grupos mais fechados e de eu não ter circulado tanto nas discussões, para mim foi muito proveitoso. No primeiro período eu aproveitei a universidade, fui em eventos, aulas, frequentei seminários e aproveitei bastante outras visões da antropologia, que são bem diferentes”, relatou a pesquisadora.
Ao final da estância, também participou de oficinas de interculturalidade em uma escola de Lisboa, em parceria com pesquisadores do Instituto de Ciências Sociais e Políticas. Além das atividades de pesquisa, as duas doutorandas participaram de eventos científicos internacionais e construíram redes de colaboração que seguirão ativas após o retorno ao Brasil.
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